Wednesday, November 15, 2006

Exposições marcam cinco anos da Associação dos Canhas



in DN a 15-11-2006

Cultura

Exposições marcam cinco anos da Associação dos Canhas



A Associação dos Canhas está a comemorar esta semana o seu 5º aniversário. Para assinalar a data, a colectividade inaugura amanhã duas exposições: uma de fotografia com alguns registos das actividades desenvolvidas ao longo da sua existência, e outra com um conjunto de trabalhos manuais, nomeadamente peças bordadas a ponto cruz, telas e desenhos. Estas duas mostras vão ficar patentes ao público na sede, a partir das 19h00 de amanhã, e até à próxima segunda-feira.

Simultaneamente, e a par da abertura das exposições, está prevista a apresentação da página oficial da Associação dos Canhas, onde além do historial e organograma da colectividade estará disponível um conjunto de informações úteis sobre as actividade que desenvolve, nomeadamente no campo da inserção social, através da empresa '+ Cidadão' e na área do desporto, com aulas de karaté e ginástica. Para o final do dia está agendado um jantar convívio com sócios, entidades oficiais e outros convidados.

As comemorações do 5º aniversário começaram na última segunda-feira com um pequeno ciclo de cinema infantil dedicado às escolas da freguesia, onde estiveram alunos do Carvalhal, Lombo dos Canhas e Vale e Cova.

O programa de aniversário contempla ainda uma palestra sobre saúde, hoje, a final e entrega de prémios do torneio de roleta, na sexta, e um convívio para os idosos, no próximo sábado.


Paula Henriques

Tuesday, November 07, 2006

Jardim apela à solidariedade para colocar Governo do «Sr. José Sócrates na rua»


in JM a 07-11-2006

Jardim apela aos portugueses e forças partidárias para que unam esforços para pôr governo de Sócrates na rua




Jardim apela à solidariedade para colocar Governo do «Sr. José Sócrates na rua»

O presidente do Governo foi ontem aos Canhas para mais uma inauguração e defendeu que está na hora de «pôr na rua» o governo do «sr. José Sócrates». Alberto João Jardim falou ainda do OE, que hoje começa a ser discutido, e classificou-o de desastroso para o país.

Solidariedade para “livrar” Portugal

Sobre a obra inaugurada, Alberto João Jardim considerou que é das mais importantes que se fez no concelho. «Vem significar uma das soluções mais importantes, em termos de acessibilidades e de disciplina do ordenamento do território nos Canhas», disse

O presidente do Governo Regional voltou, ontem, a reafirmar, que está na altura de Portugal se ver livre do actual Governo da República. Falando durante a inauguração de um caminho municipal, na freguesia dos Canhas, Alberto João Jardim salientou que «é preciso solidariedade entre todas as forças políticas e toda a população — seja qual for a sua orientação partidária — para que, todos juntos, possam livar Portugal deste Governo do sr. José Sócrates».

A propósito dos novos «constrangimentos que vão caindo sobre a Madeira», o presidente considerou-os um castigo, sobretudo «para os que acreditaram no socialismo». «Agora, vão ver que as dificuldades não vêm só para cima dos que votaram no PSD. Aguentem-se», prosseguiu.

Na véspera de se iniciar, na Assembleia da República, mais um debate sobre o Orçamento de Estado, Jardim voltou a classificar o documento de «desastroso para o futuro do país». «Destrói as expectativas que os funcionários públicos legitimamente tiveram e ganharam ao longo da sua vida. Deita mais encargos para cima daqueles que menos podem. É um Orçamento de Estado que, pelo contrário, só os mais ricos deste país aplaudem. Se isto é o socialismo, então deixem-me ser comunista», considerou Alberto João Jardim.

«É um Orçamento que não corta na despesa, mas sim nas obras e no investimento, que faz reduzir os postos de trabalho e aumenta a despesa do Estado naquilo que não é produtivo nem gera rendimento. Penso que estão todos loucos», acrescentou ainda o chefe do Executivo madeirense.

Perante as dificuldades que se avizinham, Jardim deixou um aviso à navegação: «Vamos aguentar firmes e ter ainda mais juízo na repartição das despesas», frisando que, depois das grandes obras, está na hora de resolver problemas pequenos. E como exemplo, citou o caso dos Canhas, onde existem, actualmente, 33 veredas por alargar.
Neste âmbito, Alberto João Jardim levou uma boa notícia ao presidente da Câmara, Rui Marques. «Na última reunião de Governo, decidimos aprovar um contrato-programa excepcional — para além dos investimentos do programa de Governo — por forma a complementar as grandes obras feitas na Ponta do Sol».


Celso Gomes

Ponta do Sol vai receber apoio "excepcional"

in DN a 07-11-2006



Novo arruamento tem uma extensão de 1.100 metros e custou perto de dois milhões de euros à autarquia ponta-solense.





Ponta do Sol vai receber apoio "excepcional"

Jardim foi ontem aos Canhas inaugurar uma nova estrada e garantir mais dinheiro para a Ponta do Sol


O concelho da Ponta do Sol vai receber um apoio "excepcional" do Governo Regional, garantiu ontem Alberto João Jardim, sem quantificar o valor da transferência para os cofres da autarquia local.

Falando nos Canhas, durante a inauguração de uma estrada, o presidente do Governo Regional justificou a decisão, aprovada na última reunião do executivo, com o bom trabalho que o presidente da Câmara Municipal da Ponta do Sol (CMPS), Rui Marques, está a realizar. "No último ano, tenho feito aqui neste concelho uma série de importantes inaugurações", afirmou Jardim, explicando que os apoios extraordinários serão dados através da celebração de contratos-programa entre o Governo e a CMPS.

A verba, que o líder do executivo não adiantou de onde sairá, será destinado à execução de pequenas obras, herdadas por Rui Marques da anterior vereação. "É necessário alargar 33 veredas, e vou precisar da colaboração de todos para fazer este trabalho", disse o autarca, pedindo a solidariedade do povo com a Câmara e com o Governo Regional. Só assim, frisou, os cortes financeiros "impostos" por Lisboa podem ser combatidos.

Jardim, alinhou pelo mesmo discurso, e numa semana em que será discutido um "desastroso" Orçamento de Estado, apelou à união de todos os portugueses, "independentemente da cor política", para "livrar" o país do primeiro-ministro José Sócrates. "Temos de ser solidários", afirmou, prometendo que o Governo Regional irá continuar "firme e rijo" nesta política, apesar dos constrangimentos que têm caído sobre a Madeira. "É bem feito para quem votou nos socialistas, só é pena estarmos todos a pagar a factura".


Márcio Berenguer

Monday, November 06, 2006

Jardim inaugura na Ponta do Sol

in DN a 05-11-2006

Jardim inaugura na Ponta do Sol

Presidente do Governo inaugura caminho municipal




O presidente do Governo Regional desloca-se amanhã ao concelho da Ponta do Sol para inaugurar o caminho municipal de ligação da estrada do Lombo de São João à Achada e Levada do Poiso, nos Canhas.

Esta obra cria uma alternativa ao anterior acesso, que se caracterizava por ser muito estreito e dificultar o trânsito.

Com uma extensão de 1.100 metros e seis metros de largura de faixa de rodagem, este novo caminho, que recebeu uma pavimentação asfáltica, vem dotar de acesso rodoviário uma zona agrícola e habitacional, anteriormente inexistente na freguesia dos Canhas.

Foram executadas terraplenagens, construídos muros de suporte e lançadas redes de distribuição de água potável e residuais.

Trata-se de uma obra da Câmara Municipal da Ponta do Sol, através de contrato-programa com o Governo Regional, que ascendeu a 1.850.000,00 euros.


Raquel Gonçalves

Alegações finais marcadas para o final de Dezembro

in DN a 04-11-2006

A sessão de ontem foi totalmente preenchida pela inquirição de uma testemunha requerida pela defesa de António Lobo.



Alegações finais marcadas para o final de Dezembro

O julgamento do 'caso' Lobo teve ontem, no Tribunal da Ponta do Sol, mais uma sessão



As alegações finais do alegado caso de corrupção que envolve cinco funcionários da Câmara Municipal da Ponta do Sol (CMPS), entre os quais o ex-presidente António Lobo, estão marcadas para 21 de Dezembro.

A calendarização da ponta final do processo, que arrancou em Abril deste ano, foi decidida na sessão de ontem, totalmente dedicada à inquirição de uma testemunha requerida pela defesa do ex-autarca.

António Rodrigues da Silva, que está relacionado com um dos processos que consta dos autos, foi ao tribunal da Ponta do Sol, dizer que não conhecia os arguidos antes do processo, admitindo, porém, que falou com António Lobo recentemente. O encontro entre ambos, ocorrido há cerca de duas semanas, aconteceu numa obra no Lugar de Baixo, e segundo a testemunha, foi casual. "Perguntou-me quem tinha assinado a autorização para a obra", explicou António Rodrigues da Silva, causando estranheza tanto ao procurador da República como ao colectivo de juízes. "Essa pergunta poderia ter sido feita ao advogado", disseram.

Este foi o único momento da inquirição que suscitou dúvidas à acusação, numa sessão que decorreu quase em contra-relógio, muito por culpa da ausência das outras duas testemunhas previstas para ontem. Ambas encontram-se ausentes da Região, e o testemunho acabou por ser prescindido pela defesa do ex-presidente da CMPS.

Antes do final da sessão, ainda houve tempo para o colectivo de juízes emitir um despacho a informar os peritos que irão pronunciar-se sobre a conformidade dos projectos que constam dos autos com o Plano Director Municipal, para que o façam por escrito. Desta forma, se o tribunal ficar esclarecido, já não será necessária a presença destes na próxima sessão do julgamento do 'caso' Lobo, agendada para 24 de Novembro.

Além do ex-autarca, o processo senta no banco dos réus, um ex-vereador, dois arquitectos e um fiscal de obras. Todos, à data dos factos, funcionários da autarquia ponta-solense.

Márcio Berenguer

CDU reclama esquadra nova para Ponta do Sol

in DN a 03-11-2006

CDU reclama esquadra nova para Ponta do Sol

A verba estava no Orçamento de Estado mas nunca chegou a ser executada




A CDU prometeu intervir junto das assembleias da República e da Madeira, de modo a ver aprovada a verba destinada à construção de uma nova esquadra da PSP, no concelho da Ponta do Sol.

Segundo Edgar Silva, deputado comunista, o financiamento chegou a estar contemplado no último Orçamento de Estado, só que nunca foi executado. Para 2007, ano de contenção, a verba que estava disponível foi retirada sem explicação, defraudando as expectativas dos polícias e da comunidade local.

Durante a visita à esquadra da PSP da Ponta do Sol, o grupo parlamentar da CDU concluiu que as instalações são deficitárias, que o edifício está implantado sobre um cabeço, exposto ao perigo de derrocadas, colocando em risco a missão e a vida dos agentes. Depois, o único acesso à esquadra é feito através de um arruamento estreito, o que compromete a prontidão do serviço. Em suma, "há um contraste entre o que foi prometido e o que hoje existe", diz Edgar Silva.

Ricardo Duarte Freitas

Wednesday, November 01, 2006

Não foi a PJ que escolheu a data da detenção de Lobo

in DN a 01-11-2006

Estão agendadas novas sessões de julgamento dste caso para os dias 7 e 14 de Novembro.


Não foi a PJ que escolheu a data da detenção de Lobo

Ex-coordenador da PJ no Funchal voltou à Madeira para o julgamento de um processo em que se diz ofendido



Teve ontem lugar no Tribunal Judicial do Funchal o julgamento de um processo em que é arguido Paulo Conceição Rocha da Silva. O director regional de Florestas é acusado pelo Ministério Público (MP) da prática de três crimes de difamação, na sequência de três cartas do leitor publicadas no DIÁRIO.

As cartas do leitor tecem comentários (críticas para a defesa, ofensas para a acusação) sobre a forma como a 3.ª brigada do departamento de investigação criminal da PJ-Funchal deteve o ex-presidente da Câmara da Ponta do Sol, António Lobo, em Outubro de 2004.

O ex-coordenador da PJ-Funchal, Vitor Alexandre, sentiu-se ofendido na sua honra, dignidade e integridade profissional e levou Rocha da Silva ao banco dos réus.

Ouvido na qualidade de arguido, Rocha da Silva disse que nunca teve intenção de ofender "seja quem for".

Por seu turno, Vitor Alexandre, ouvido na qualidade de assistente, garantiu que António Lobo nunca foi algemado enquanto esteve sob a alçada da PJ e que foi a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) que escolheu o "timing" para a detenção do ex-autarca (coincidiu com a campanha eleitoral para as autárquicas) e não a PJ-Funchal. Mais assegurou que a sua saída da Madeira, pouco depois da detenção, fez-se por ter expirado a sua comissão de serviço de 24 meses e não por causa do caso Lobo.

Para este julgamento foram arroladas como testemunhas diversas figuras públicas, entre elas Alberto João Jardim, que prestou depoimento por escrito. António Lobo, Coito Pita, Ismael Fernandes e Vicente Pestana foram outras figuras chamadas a depor. Coito Pita faltou à chamada, tendo sido condenado a pagar cerca de 200 euros.


Emanuel Silva