Monday, April 23, 2007

Secretário escreve a ministro





in JM a 22-04-2007


Manuel António Correia queixa-se de sistema informático nacional

Secretário escreve a ministro



O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais disse, ontem, na II Feira Regional da Cana-de-Açúcar, nos Canhas, ter escrito ao ministro da Agricultura, Jaime Silva, a pedir a prorrogação do prazo de entrega das candidaturas dos agricultores madeirenses para beneficiarem dos apoios financeiros, nomeadamente do POSEIMA, a que têm direito. O secretário quer que o prazo seja alargado de 15 para 31 de Maio.

Manuel António Correia aproveitou ainda para pedir a intervenção do ministro da Agricultura para que o sistema informático a partir do qual as candidaturas são feitas seja regularizado.

Tudo porque a Secretaria Regional tem detectado dificuldades neste sistema informático nacional que está a ser aplicado nos cerca de 30 postos de atendimentos criados na Região para receber as candidaturas.

«Temos detectado um problema na Madeira, que é idêntico ao que sucede em todo o país. É que o Ministério da Agricultura criou um sistema informático que não suporta a quantidade de procura que tem tido, o que tem prejudicado os agricultores», disse o secretário regional, havendo casos de pessoas que «esperam horas para serem atendidas».

Daí que Manuel António tenha, na quinta-feira passada, enviado uma carta ao ministro pedindo a sua intervenção e agora espera resposta.

Para além destes pedidos, o secretário regional promete medidas na Região «para acelerar e compensar essa situação», nomeadamente permitindo inscrições dos agricultores nos postos de atendimento nos feriados e nos sábados, «de forma a dar mais ‘dias úteis’». E isso já irá acontecer no feriado de 25 de Abril.

Manuel António Correia falava durante a abertura da II Feira Regional a Cana-de-Açúcar, na freguesia dos Canhas, na Ponta do Sol, onde garantiu que os apoios vão continuar nos próximos anos, quer à produção, quer aos preços, quer ao investimento em novas explorações, com o recurso a apoios comunitários.

Inaugurações e Feira da Cana

No dia 4 de Maio, pelas 16:30 horas, o presidente do Governo Regional desloca-se a São Vicente, mais con-cretamente ao sítio do Laranjal, onde irá proceder à inauguração da canalização da ribeira.

Esta obra, que ascendeu a 700 mil euros, tem carácter urgente dada a necessidade de serem protegidos os terrenos e construções marginais dos caudais da ribeira, tendo em vista garantir a segurança às infra-estruturas existentes e a construir.

Foram construídas muralhas de canalização na margem esquerda da ribeira e travessões de regularização no leito, numa extensão total de 200 metros, para além de um arruamento marginal, com uma faixa de rodagem de 6 metros de largura e passeios de 1,2 metros. Esta estrada ficou dotada de redes de água, electricidade e telefones.
Dois dias antes, Alberto João Jardim inaugura, em São Martinho, um empreendimento de habitação colectiva, constituído por 15 apartamentos do tipo T1, T2 e T3. O mesmo possui ainda dois pisos destinados a comércio e serviços.

O valor do empreendimento privado, que é inaugurado pelas 18 horas do dia 2, ascendeu a cinco milhões de euros.

Entretanto, hoje, o presidente do Governo Regional desloca-se, pelas 15 horas, aos Canhas, onde irá visitar a II Feira da Cana-de-Açúcar da Madeira, a decorrer no Centro de Abastecimento Agrícola daquela freguesia. Trata-se de uma organização da Casa do Povo, da Junta de Freguesia dos Canhas e da Câmara Municipal da Ponta do Sol.

Produção duplica em sete anos

Nos últimos sete anos, a Madeira praticamente duplicou a produção de cana-de-açúcar, passando das 2.800 toneladas para uma expectativa de 5.700, em 2007.
«Este ano já foram entregues aos engenhos 1.800 toneladas, o que corresponde a mais de 30%», disse Manuel António durante a II Feira da Cana-de-Açúcar, nos Canhas. O secretário congratulou-se ainda por a Madeira ter aumentado a sua produção, garantindo o escoamento da cana-de-açúcar e dos seus derivados.


Alberto Pita

Ponta do Sol mostra produção de cana

Manuel António Correia inaugurou a Feira da Cana-de-açucar.

in DN a 22-04-2007
Regional
Ponta do Sol mostra produção de cana



O secretário regional do Ambiente e Recursos Humanos esteve presente, ontem, na abertura oficial da II Feira da Cana-de-açucar que decorre no Centro de Abastecimento Agrícola dos Canhas.

Esta iniciativa da Casa do Povo da Ponta do Sol conta coma participação de agricultores e produtores de derivados da cana sacarina.

Ontem, foram visitados os espaços de exposição e venda de produtos, da responsabilidade da Sociedade de Engenhos da Calheta e da Fábrica de Mel do Ribeiro Seco.

Na feira também estão expostos trabalhos sobre a cana-de-açucar, realizados pelos alunos das sete escolas do 1º ciclo do concelho da Ponta do Sol.

Hoje, segundo e último dia da feira, além da actuação da bandas e grupos corais, há a destacar a visita do presidente do Governo regional que fará uma intervenção ao início da tarde.

Património da Ponta Sol




in JM a 22-04-2007

Uma exposição
“Património da Ponta Sol”




No âmbito do Município da Cultura – Ponta do Sol 2007 está patente no átrio do Centro Cultural John Dos Passos uma exposição intitulada: “Património da Ponta do Sol”. Enquadrada nas comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, assinalado a 18 de Abril, esta iniciativa da Direcção de Serviços de Património Cultural/DRAC, coloca em destaque alguns dos aspectos mais importantes do Património da Ponta do Sol.

Esta mostra, engloba um total de 25 painéis, onde se destaca a qualidade técnica e o rigor da informação fornecida, seja através de texto ou através da imagem. Por sua vez, estes painéis subdividem-se em doze temáticas, as quais abrangem de um modo bastante pormenorizado o Património do concelho da Ponta do Sol. Partindo do geral, onde num primeiro momento é apresentada uma caracterização geral do concelho, a Ponta do Sol, do ponta de vista patrimonial, é repartida pelos seguintes temas: “Espaço Urbano”, “Espaço Rural”, “Vias de Comunicação e acessos”, “Humanização da Paisagem”, “Arquitectura Civil”, “Arquitectura Tradicional”, “Arquitectura Religiosa”, “Património Móvel” e “Actividades”.
“Património da Ponta do Sol” trata-se de uma exposição que não se restringe apenas ao património móvel ou imóvel. É abrangente e estabelece uma ligação, directa ou indirecta ao meio envolvente, seja este construindo ou não, incluindo as vias de comunicação e acessos.

Entre os demais exemplos que poderiam ser destacados, é de referir a técnica, engenho e qualidade artística do tecto múdejar da igreja de Nossa Senhora da Luz, igreja matriz do concelho; a adaptação bem conseguida da malha urbana ao relevo, adaptação essa que permite fruir espaços pitorescos, harmoniosos e à escala humana, marcados pela História, pelo mar e pelo sol; a beleza da orografia do concelho, nomeadamente os lombos e vales abruptos e os notórios valores de integração ambiental, materializados em especial pelas pequenas construções rurais, que humanizam, vincadamente, a paisagem.

Para um maior entendimento e, numa linguagem acessível, pode-se ler no texto de apresentação que: «O povoamento da ilha da Madeira foi, nos inícios, feito ao longo da costa, junto dos cursos de água. A igreja constituía, então, o centro de um pequeno aglomerado, cujo carácter urbano espelhava a capacidade empreendedora e o desenvolvimento económico alcançado pelos respectivos habitantes.

O desbravamento das terras encosta acima motivou a construção de pequenas habitações junto dos espaços de lavoura. Essas terras pertenciam a grandes senhorios, construtores de solares com capela anexa.

Hoje em dia, uma parte importante do valor e significado histórico destes núcleos e lugares reside nos velhos edifícios que atravessaram os séculos e são um legado tangível e insubstituível, pela natureza da sua arquitectura – tipologia, escala e materiais – e pelo património móvel integrado que albergam. O conhecimento técnico e cultural de tal herança (conjugado com saberes imateriais) é cada vez mais determinante para a promoção da qualidade de vida das populações e um relevante factor económico de atracção, na medida em que a preservação do património, no mundo globalizado de hoje, constitui um agente fulcral do desenvolvimento».

Marisa Santos


“Património da Ponta do Sol”
Exposição
Centro Cultural John dos Passos – Ponta do Sol
Até 29 de Abril

DRAC continua aposta na recuperação




in JM a 19-04-2007


Dependendo do orçamento de 2008

DRAC continua aposta na recuperação

A Direcção Regional dos Assuntos Culturais (DRAC) está a “apoiar-se” num decreto legislativo regional que foi criado e aprovado para enquadrar os apoios à manutenção da arquitectura tradicional. Essa lei, que já funciona há três anos a esta parte, tem sido utilizada para peças de arquitectura, de construção, de edifícios de habitação e de moínhos do concelho de Santana. Até agora, a recuperação tinha sido feita apenas naquele concelho mas, em breve, irá estender-se a outros concelhos, nomeadamente, à Ponta do Sol. De acordo com o director regional dos Assuntos Culturais, também neste concelho, existem mais exemplares da arquitectura tradicional madeirense, como seja, a casa de pedra coberta por colmo, o moínho a água, ou até a antiga mercearia.

O objectivo da DRAC é, através da exposição inaugurada ontem no Centro Cultural John dos Passos, denominada “Património da Ponta do Sol”, «divulgar e sensibilizar a população para a importância deste património», realçou João Henrique Silva.
Assim sendo, a DRAC espera que o orçamento de 2008 possa contemplar verbas que permita a recuperação dos melhores exemplares que normalmente são casas habitadas.
No que respeita ao trabalho que já foi feito na Ponta do Sol, o director regional recordou a obra de restauro de que foi alvo a igreja matriz e o respectivo órgão histórico. No presente, está a ser concluído o levantamento da situação do imóvel do Solar dos Esmeraldos «um imóvel que requer intervenção a breve prazo pois sofre de fissuras e infiltrações no telhado que obrigam a uma revisão próxima de toda a estrutura do edifício», como explicou João Henrique Silva.

De salientar que a exposição inaugurada ontem realizou-se no âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. A mostra, sobre o património edificado e natural da Ponta do Sol poderá ser visto até 29 de Abril.

Lúcia Mendonça da Silva

Wednesday, April 11, 2007

Transporte para a cultura


in JM a 11-04-2007

O Culturbus foi apresentado ontem na Ponta do Sol

Transporte para a cultura

A Câmara Municipal da Ponta do Sol, colocou ontem ao dispor da comunidade um autocarro e uma carrinha cujo objectivo será o de transportar as pessoas que queiram assistir às iniciativas que terão lugar durante este ano naquele concelho no âmbito do Município da Cultura 2007. De acordo com o vereador com o pelouro da Cultura, Inácio Silva, este


Chama-se “Culturbus” e já está disponível a todas as pessoas que queiram participar nas actividades desenvolvidas durante este ano pelo Município da Cultura, na Ponta do Sol. A ideia é proporcionar um meio de transporte gratuito ao serviço da cultura e, deste modo, ir ao encontro de uma decisão da UE que intituiu o ano de 2007 como o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos - para uma Sociedade Justa.

Apesar dos meios de transporte ontem apresentados não serem novos, o vereador com o pelouro da Cultura, na Câmara Municipal da Ponta do Sol, referiu que o autocarro e a carrinha já pertenciam à autarquia e que, por essa razão, foram “adaptados” ao Município da Cultura que este ano se celebra naquele concelho.

Segundo Inácio Silva, «estes meios de transporte estão também disponíveis a grupos de pessoas de outros concelhos. A nossa ideia é facilitar a vinda de outras pessoas, que não só da Ponta do Sol, até aos nossos espectáculos», frisou o vereador.

Na qualidade de director regional dos Assuntos Sociais, João Henrique Silva realçou a importância do “culturbus” na difusão do programa do Município da Cultura, acrescentando que esta ideia poderá sensibilizar os restantes concelhos da Região a inscreverem-se nesta iniciativa cultural.

Destruição da cadeia velha
“tinha de ser feita”


Questionado à parte sobre a destruição do edifício da cadeia velha, na Ponta do Sol, João Henrique Silva explicou que a obra «foi autorizada e que respeitou os requisitos legais do ponto de vista da volumetria e de todas as situações que são necessárias observar e digamos que não há nenhum aspecto ilegal». Sobre a “perda patrimonial”, o director da DRAC disse que «o edifício não era classificado» embora reconheça que tinha uma memória e representação patrimonial para a população daquele concelho».


Lucia Mendonça da Silva

Trazer mais público aos eventos culturais na Ponta do Sol é o objectivo do 'Culturbus'




Trazer mais público aos eventos culturais na Ponta do Sol é o objectivo do 'Culturbus'

O meio de transporte, ontem apresentado, visa também divulgar o projecto 'Município da Cultura' na Região

in DN a 11-04-2007

Alargar os eventos que se realizam no âmbito do 'Município da Cultura 2007' na Ponta do Sol, ao maior número de pessoas é o objectivo do 'Culturbus', um meio de transporte ontem apresentado no Centro Cultural John dos Passos. "O veículo estará disponível para quem venha assistir aos espectáculos e a iniciativa alarga-se também aos grupos de outros concelhos que, organizados, pretendam ver exposições ou eventos na Ponta do Sol", declarou Inácio Silva, Vereador da Cultura da edilidade.

João Henrique Silva, da Direcção Regional dos Assuntos Culturais, sublinhou o "relevo da iniciativa na aproximação de outros públicos" e referiu-se aos eventos previstos para Abril de onde se salienta o Dia Mundial dos Monumentos e Sítios, no dia 18 deste mês.


José Salvador

Monday, April 02, 2007

Teatro valoriza poesia de Pessoa

Élvio Camacho e Paula Erra, do TEF, protagonizam a peça que hoje é apresentada na Ponta do Sol.


in DN a 31-03-2007

Cultura e espectáculos

Teatro valoriza poesia de Pessoa


Antes de o pano subir esta noite, às 21 horas, no auditório do Centro Cultural John dos Passos, para a apresentação da peça 'Mééééé... Tudo é como é', do Teatro Experimental do Funchal (TEF), falámos com Élvio Camacho, actor que, ao lado de Paula Erra, protagoniza este espectáculo inserido no âmbito do Município da Cultura na Ponta do Sol.

"Uma vez que 90% do espectáculo é constituído pela poesia, quase integral, de Alberto Caeiro [heterónimo de Fernando Pessoa], é difícil resumir a sua essência", começou por explicar Élvio Camacho. "Mas eu e a Paula Erra cremos que, ao colocar as palavras de Caeiro na boca de dois pastores, estamos a destacar a grandeza de seres aparentemente ignorantes, que nos surpreendem momento a momento com os seus pensamentos e falas, mesmo quando um dos pastores nos diz que, citando Caeiro, 'queria ter o tempo e o sossego suficientes para não pensar em coisa nenhuma'." A sinopse do espectáculo dá bem conta do substrato narrativo da peça: dois pastores, desembarcados num arraial, guardam um bazar, rebanhos e poesia. "Realçaria também o interlúdio do espectáculo que nos dá a conhecer, através de um vídeo filmado no norte da Madeira [Santana], um texto em prosa de Fernando Pessoa, muito pouco conhecido pelo público em geral e escrito no feminino, estou a falar de Maria José: Metáfora de uma Alma à Janela, [A Carta da Corcunda para o Serralheiro]." Tudo isto se insere "na aposta do TEF em construir espectáculos comunicantes para o grande público, nos quais as fontes de erudição intelectual invocadas não sejam antónimas de um sentido teatral de divertimento cénico gerado pelos e para os dias de hoje; e, ao mesmo tempo, que este divertimento acentue a consistência da interpelação crítica e reflexiva".

Adianta que, de uma maneira global, as reacções do público são favoráveis, e dá um exemplo: "Na Bienal de São Vicente, onde, a convite da Câmara Municipal, apresentámos o espectáculo ao público em geral, que encheu a sala, tivemos um convidado especial, sobrinho de Fernando Pessoa, o Dr. Rosa Dias, que nos disse muito comovido, após o espectáculo, ter tido a certeza que o tio esteve presente naquela sala".


João Filipe Pestana