Friday, September 07, 2007

Cavaleiro errante



Cavaleiro errante

Rádio, televisão, imprensa e livros... já fez de tudo um pouco. Hoje é DJ e está na Madeira para animar uma festa. 'Ó Alvim', diz de tua justiça!

Quase todos os portugueses já lhe disseram "boa-noite", mas nós, cá no EXTRA, fomos mais longe e dissemos-lhe "bom-dia". E, hoje, também tu vais poder ver e ouvir Fernando Alvim e, quiçá, dizer-lhe "boa-noite, Alvim"... e se fores menina tens, provavelmente, mais hipóteses de que isso aconteça. Isto porque o conhecido apresentador da SIC Radical vai estar na Ponta do Sol, hoje à noite, para animar a tua noite na festa Sol_dance@Luar.

Em dois ou três, vá lá, quatro dedos de conversa, o actual apresentador da SIC Radical explicou ao EXTRA como será a prestação na festa. 'O dartacão', 'A abelha Maia' ou 'O Tom Sawyer' são músicas "mais atrevidas e menos convencionais" do que o habitual que, segundo o próprio, e nós acreditamos, o "distingue" e "marca" enquanto DJ.

Fernando Alvim é um promissor comunicador que, em 20 anos de currículo radiofónico e televisivo, sempre que diz alguma coisa, uma piada surge pelo meio. "O humor é a minha principal ferramenta e a que mais gosto de utilizar", disse o maroto Alvim.

No entanto, o também homem da rádio foi mais longe e fez uma revelação bombástica: "Não gosto de ter pressão para fazer humor, daí nunca ter entrado no meio do 'stand-up comedy'".

Seria impossível não falar sobre televisão. Era como entrevistar Diogo Dias, VJ da MTV Portugal, e não o questionar sobre as 'interessantes' escolhas do canal em termos musicais. Bem, voltando ao Alvim. O apresentador assumiu que os formatos televisivos de hoje, como novelas e programas ditos de entretenimento, não fazem o seu género.

Mas Alvim esticou a corda e afirmou: "Eu não me reconheço minimamente com esse tipo de programas", admitindo que gostava de liderar uma revolução para mudar os programas que hoje preenchem as televisões portuguesas, mas confessou, com muita pena: "Não estou muito ligado ao poder". Ora bolas, e nós a pensar já em meter uma cunha... bem, azar! Em todo o caso, se quiseres ver Alvim a pôr impressões digitais nos discos, aparece esta noite na praia da Ponta do Sol.


extra@dnoticias.pt

Cartas do leitor: Ponta do Sol

DIÁRIO: Cartas do leitor

Duarte Pires, Ponta do Sol


in DN a 07-09-2007


Não sei como começar a escrever sobre a hipocrisia dos hoteleiros "Baía do Sol" e "Quinta da Rochinha" porque este assunto cheira-me a esturro e do forte.

Primeiro vamos ao "hotel de baixo", que ameaça transferir os turistas devido ao barulho da música. O conselho que lhes dou é que aproveitem esta trasferência de hóspedes e levem também o último andar do vosso hotel, pois este estragou por completo a paisagem que tínhamos desde a avenida para o interior da vila. Até vocês aparecerem, mesmo sem relógio, sabia sempre as horas. Bastava olhar para a torre da igreja. Agora o que vejo é um mamarracho à minha frente...

Pensei que com o hotel na vila, a mesma teria mais movimento. Puro engano. Turistas são poucos e, quem sabe, o problema não está mesmo dentro do "grande hotel".

Em relação ao "hotel de cima", a memória é curta porque não há muitos anos (2 ou 3) fartaram-se de realizar festas junto ao vosso miradouro até altísssimas horas da madrugada sem nunca se preocuparem com o ruído. Eu mesmo liguei por várias vezes para a PSP alertando para o facto de às 04h00 já ser tempo de vos fazer calar o bico, mas a resposta dada era sempre que o "arraial dos lanchas" estava devidamente autorizado. Agora que são os outros a organizar um evento, vêm vocês, tipo Maria Madalena, exigir o que quer que seja. Que moral possuem? Há pessoas que não se enxergam e têm o hábito de olhar de cima para baixo todos os outros (leia-se do alto da Quinta da Rochinha para o fundo da vila da Ponta do Sol).

Mais um pequeno pormenor curioso: as vossas festas eram semiprivadas. As do Concelho da Ponta do Sol são para todos, sem excepção. Ninguém precisa de convite para entrar...

Escola renovada nos Canhas

Jornal da Madeira / Região / 2007-09-07




Conselho de Governo decidiu ainda avançar com construção de praça na Tabua

Escola renovada nos Canhas

O Conselho do Governo decidiu, ontem, adjudicar a obra de redimensionamento da Escola Básica do 1.º Ciclo do Carvalhal e Carreiras, na freguesia dos Canhas.

Esta iniciativa, que se insere no programa de requalificação do parque escolar que o Governo Regional vem prosseguindo, consiste na ampliação e beneficiação dos espaços interiores e exteriores do edifício escolar existente, tendo como finalidade permitir a sua utilização no regime de escola a tempo inteiro, englobando o 1.º ciclo e o ensino pré-escolar.

De acordo com Brazão de Castro, que ontem assumiu as funções de porta-voz do Conselho de Governo, a intervenção a efectuar compreende a construção de novas salas de aula e dos respectivos apoios gerais, passando a escola a funcionar com oito salas de aula para as diferentes áreas curriculares e dotada de um refeitório.

Inclui também a recuperação e beneficiação do polidesportivo exterior, com a aplicação de pavimento sintético e a construção de novos balneários de apoio ao mesmo.

O custo da obra agora adjudicada, segundo o secretário dos Recursos Humanos, ascende a cerca de 13 milhões de euros.

O Conselho do Governo resolveu, ainda, adjudicar a obra de construção da praça para convívio comunitário da Tabua, freguesia do concelho da Ribeira Brava.

Trata-se de uma intervenção de qualificação de um espaço urbano daquela freguesia, incluindo, para além da referida praça cenrtral, espaços para a Casa do Povo, a execução de um anfiteatro e de uma zona de parque infantil.

O custo da obra ascende a cerca de 1,3 milhões de euros.

Ao nível desportivo, o Governo Regional homologou o acordo que o Clube Desportivo da Ribeira Brava fez com o Executivo madeirense pela utilização das novas instalações do Centro Desportivo da Madeira, que hoje serão inauguradas naquele concelho.

Na prática, e conforme explicou Francisco Fernandes, secretário regional de Educação e Cultura, aquilo que ficou acordo foi o princípio de utilização. Quanto a valores a pagar pelo clube pela utilização do espaço, nada quis adiantar.

«Nada disso foi tratado, ainda. Foi acordado o princípio de que o Ribeira Brava poderá utilizar aquela instalação. Tudo o resto irá decorrer a partir de agora», confirmou aos jornalistas o governante, à saída da reunião do Conselho de Governo.


Celso Gomes

Beto e Pólo Norte animam Ponta do Sol

Agenda

Beto e Pólo Norte animam Ponta do Sol

Suplemento / Quinta-feira / 2007-09-06



Os Pólo Norte actuam no próximo sábado na Marginal da Ponta do Sol num concerto integrado nas Festas do Concelho que tiveram início no passado dia 1 de Setembro.
Antes da actuação do grupo, sobem ao palco os CAIM, grupo nacional que conta com dois elementos naturais da Ponta do Sol.

Nas noites de sexta e sábado haverá discoteca ao ar livre, com “Soldance@luar”(com o DJ Fernando Alvim (humorista do “Levanta-te e Ri”) e com as Vespas, respectivamente. No sábado de manhã, realizar-se-á a sessão solene do Dia do Concelho para além da entrega do prémio literário John dos Passos e lançamento do livro “Notas Históricas e outras Estórias da Ponta do Sol”.

Um dia antes, na sexta-feira, sobe ao palco desta festa, pelas 22h00, o cantor Beto, cantor de “Porto de Abrigo” e “Influências. O espectáculo de Beto sucede ao concurso “Caça Talentos” que se vai premiar concorrentes na área da Voz, do Instrumento e da Pintura.

Beto, que costuma cantar, em dueto, com Rita Guerra, tem interpretado temas de bandas sonoras de telenovelas portuguesas.

De referir que o programa das Festas do Concelho da Ponta do Sol inclui vários eventos desportivos tais como torneios de badminton, futebol infantil, madeiraball, futsal e ainda rally papper e um Festival de Bandas (dia 9), entre outras iniciativas.


Odília Gouveia

Ponta do Sol convida à festa



Música


Ponta do Sol convida à festa


Pólo Norte, Caim e Beto são os artistas/grupos com presença garantida este fim-de-semana nas 'Festas do Concelho'.

in DN, "Fim-de-Semana", a 06-09-2007


Nem todos os caminhos vão dar à Ponta do Sol, mas este fim-de-semana muitos vão marcar a pequena vila no seu roteiro. É que o concelho está em Festa e apresenta, na sexta e no sábado, motivos que justificam uma deslocação, como os concertos dos Caim, Pólo Norte e ainda o Festival 'Caça Talentos', com a participação do cantor Beto.

'Deixa o Mundo Girar', tema que dá o nome ao álbum, é quase obrigatório na actuação da banda lisboeta. Além deste, deverão ser interpretados outros, como 'A Dança' e 'Pele', juntamente com os clássicos que ao longo do tempo levaram o grupo aos tops nacionais, nomeadamente 'Aprender a ser Feliz' e 'Longe'.

'Um Homem Caiu', 'Um Caso Raro', 'Não Tenho Medo do Escuro', 'Faz de Conta', 'Forçar a Corrente', 'Espaço' e 'Quando a Cidade Adormece' complementam o mais recente álbum da banda, gravado em 2005, e sob o qual o concerto de sábado deverá incidir. A noite começa com os Caim, um projecto composto por músicos madeirenses e lisboetas, cuja face mais visível é o tema da telenovela 'Morangos com Açúcar', 'Beg a Dime'.

O grupo de música alternativa criado em 2001 e vencedor do 'Antena3 Rock' é composto por Duarte Arribança (voz), Bruno Lobo (guitarra), Pedro Fonseca (guitarra), Luís Rosa (baixo) e Nélio Freitas (bateria). Tocam a partir das 21 horas. Depois dos concertos, a noite é complementada com discoteca Vespas ao ar livre.

Amanhã também há motivos para passar pela sede de concelho. O festival 'Caça Talento' apresenta propostas nas áreas da pintura/desenho, instrumentos e voz, nomeadamente seis na primeira categoria, cinco na segunda e oito na terceira.

Os concorrentes na área da pintura e desenho vão realizar os trabalhos ao vivo, enquanto decorre a actuação dos colegas. Nos 45 a 50 minutos que o júri escolhe o vencedor, Beto vai interpretar alguns dos temas mais conhecidos da sua carreira.

A partir da meia-noite, há discoteca ao ar livre na praia, intitulada 'Soldance@Luar'.

A festa continua até domingo, com a realização do 'Festival de Bandas', pelas 20h30, a fechar o cartaz.

Paula Henriques

Wednesday, September 05, 2007

«Não cedo um milímetro» no programa de festas





Presidente da Câmara da Ponta do Sol garante ter avisado em Julho a directora do Baía Sol



«Não cedo um milímetro» no programa de festas


Jornal da Madeira / Região / 2007-09-05



A discoteca ao ar livre no próximo fim-de-semana na Ponta do Sol está a gerar polémica. Os hoteleiros do centro da vila não gostam da ideia de ter música sábado e domingo até de madrugada e o hotel “Baía Sol” já admitiu mesmo transferir os seus clientes para outras unidades do grupo. O presidente da Câmara disse que a directora desse hotel foi avisada atempadamente do programa e garante, por isso, não «ceder um milímetro».

O presidente da Câmara Municipal da Ponta do Sol garante que as festas programadas para a marginal e praia da Ponta do Sol, no âmbito das comemorações do 506.º aniversário do concelho, vão realizar-se, apesar da contestação dos hoteleiros.

Os hoteleiros do centro da vila criticam a realização de uma discoteca ao ar livre no próximo fim-de-semana, por a música ser tocada até de madrugada, impedindo os hospedes de descansar. Segundo o DN-Funchal, o hotel da marginal Baía Sol irá até transferir os seus hospedes para outras unidades do grupo espalhadas pela ilha.
O presidente da Câmara diz que as críticas «não têm razão de ser» e adianta que a directora daquele hotel foi avisada em Julho passado sobre o programa de festas e, na altura, não se opôs.

«Eu próprio falei com a directora do hotel, em Julho, e ela disse-me que era uma questão de alertar as agências» para que estas avisassem previamente os clientes, disse o autarca, confessando ter ficado «descansado» com a resposta dada, mas lamentando agora não ter tido «a preocupação de pôr isso por escrito».
«Talvez isso tenha sido o meu erro», admitiu ontem o edil.

Apesar de no ano passado nem todas as pessoas terem apreciado a discoteca dentro do túnel, pois o som também chegava cá fora, a verdade é que a polémica não assumiu estes contornos. A diferença este ano é que a discoteca será na marginal e na praia, mesmo em frente ao Baía Sol, terminado já bem de madrugada.

Para o autarca, dentro ou fora do túnel «o barulho é praticamente o mesmo». Ainda assim, a Câmara deu indicações para que as colunas de som fossem viradas para o mar, por forma a «reduzir o impacto» sonoro.

Defendendo este programa de festas, Rui Marques apresenta outros argumentos: «a Ponta do Sol precisa de alguma animação», pois actualmente o centro da vila transformou-se num «deserto» a precisar de «alguma vida». Para mais, acrescenta, esta é a única altura do ano em que há «festa rija».

O presidente de câmara diz acreditar que os munícipes «entendem» estes argumentos e, em sua perspectiva, «as unidades hoteleiras deveriam ter isso em atenção».

Em proporções mais reduzidas, o edil recorda as «noites de Verão» que ocorreram este ano como uma iniciativa que dinamizou aquele centro. «O hotel ganha com isso, toda a gente ganha com isso».


Saída de clientes «não me diz respeito»

O presidente da Câmara da Ponta do Sol recusa aceitar a responsabilidade da eventual saída de clientes do “Baía Sol” para outras unidades do grupo.
«Isso é uma coisa que não me diz respeito», afirma o edil, lembrando que avisou previamente o hotel. E se este não avisou os clientes então Rui Marques entende que foram os responsáveis desse hotel quem não fez o “trabalho de casa”.
«Não sou eu que tenho de ir alertar as agências para esse pormenor. Eu falei com a directora; a directora que alertasse as agências para esse facto», afirma.
Por tudo isto, o autarca garante que as festas vão realizar-se nos termos em que foram programadas. «E vou continuar firme na minha posição. Não vou ceder um milímetro», promete.


Alberto Pita

Tuesday, September 04, 2007

Hotéis transferem os clientes por causa de megafesta

Os responsáveis das duas principais unidades hoteleiras da vila da Ponta do Sol acham que há falta de bom senso na autorização de uma festa - discoteca ao ar livre - até às 7 horas da manhã!


Hotéis transferem os clientes por causa de megafesta

Câmara Municipal da Ponta do Sol autoriza festa até às 7 horas, o que leva hotéis a prepararem a transferência dos seus clientes
O Hotel Baía Sol vai colocar os clientes no Santo da Serra. Já a Qt.ª da Rochinha vai pôr os turistas na concorrência e mandar a conta à Câmara.



in DN a 04-09-2007


A realização de uma megafesta na Ponta do Sol, no próximo fim-de-semana, está a deixar os hoteleiros da vila muito nervosos. Porque a Câmara Municipal da Ponta do Sol autorizou que a discoteca ao ar livre - por conta da prestigiada Vespas - funcionasse até às 5 da madrugada de sábado e até às 7 horas da manhã de domingo, horário que não é conciliável com o que os hotéis vendem aos operadores e, consequentemente, aos turistas.

Embora Rui Marques, o presidente da Câmara, procure desdramatizar a situação, entendendo que a questão foi colocada atempadamente aos hoteleiros e que esta autorização é excepcional, "pois estamos a falar de duas noites em 365 dias", a verdade é que os responsáveis por duas das principais unidades hoteleiras da vila não estão satisfeitos com o horário de funcionamento da festa.

Com ambos os hotéis cheios - mais de trezentos estrangeiros -, a realização de um megaevento das Vespas vai causar uma noite de pandemónio junto dos turistas, que apesar de apreciarem a animação oferecida, não vão admitir que o seu repouso seja perturbado.

De acordo com as informações que recolhemos, a direcção do Hotel Baía Sol já começou a avisar os seus clientes do que se vai passar no fim-de-semana, oferecendo como alternativa a transferência para uma das duas unidades que o grupo tem na Madeira, o Hotel do Santo ou a Estalagem Quinta do Sol, no Funchal.

Situação mais complicada é a que se perspectiva viver na Estalagem Quinta da Rochinha. Porque, como referem os seus responsáveis, "uma coisa é gerir o descontentamento de um cliente até à meia-noite ou duas da manhã, outra é explicar que ele não pode dormir pois há uma festa até às sete da manhã!".

No caso desta unidade hoteleira, a solução em preparação é a de transferir a maioria dos clientes para outras unidades hoteleiras fora do concelho, sendo certo que a factura será enviada para a Câmara Municipal.

Para os profissionais do turismo contactados, a situação que se vai viver na Ponta do Sol no próximo fim-de-semana "é de completa irresponsabilidade", porque ninguém contesta a importância da animação ou de o concelho ter um programa de festas. O que se questiona é o horário e, até, o tipo de eventos, numa região que vende sossego, a natureza e sobretudo quer valorizar a sua cultura. Daí que a condenação pelo horário aprovado pela Câmara Municipal seja unânime, já que todos os agentes ligados ao turismo não têm dúvidas de que "há falta de bom senso", pois é a autarquia quem penaliza os interesses da economia local, uma vez que são os hotéis que geram emprego e riqueza.

Rui Marques compreende as razões evocadas e por esse motivo diz que durante os primeiros dez dias de festas, o fecho foi definido entre a meia-noite e as duas horas. Mas não quer privar a população de animação, pois, como recorda, "se não fizermos nada, é porque não há animação. Se fazemos é porque faz barulho...".

Decidido, o presidente da Câmara Municipal da Ponta do Sol deixa um recado a quem se sentir perturbado com a festa: "Vou endossar ao gabinete jurídico da Câmara todas as queixas".

Processo cautelar pode impedir

É uma medida possível, embora nenhum dos responsáveis contactados o quisesse confirmar. Mas o DIÁRIO sabe que há um advogado a estudar a possibilidade de avançar com um processo cautelar.

Tal como é descrito, o processo cautelar - normalmente designado, erradamente, de providência cautelar - surge como um instrumento pronto e eficaz de segurança e prevenção para a realização dos interesses, ou melhor, dos direitos subjectivos dos litigantes. Tendo em vista assegurar a permanência ou conservação do estado das pessoas, coisas e provas, enquanto não atingido o estágio último da prestação jurisdicional.

A avançar a tese defendida pelo advogado de uma das unidades hoteleiras, a entrada de um processo cautelar determinaria, de imediato, o impedimento da realização da festa até que o juiz do tribunal competente se manifeste.

O que está legislado é que quando seja requerida a suspensão da eficácia de um acto administrativo - a aprovação do horário da festa - a autoridade administrativa não pode prosseguir a execução, salvo se em resolução fundamentada reconhecer, no prazo de 15 dias, que o deferimento da execução seria gravemente prejudicial para o interesse público.

Miguel Torres Cunha