Jornal da Madeira / 1ª Página / 2007-10-19
Câmara de Lobos, Porto Moniz e Ponta do Sol
Há menos dinheiro mas a “Festa” está assegurada
A Câmara Municipal de Câmara de Lobos admite: «as iluminações vão manter-se sem novidades por causa do corte orçamental». Em declarações prestadas ao JORNAL da MADEIRA, o vereador Antelmo Gonçalves refere, sem precisar o valor da diferença, que este ano há menos dinheiro para as iniciativas de Natal mas que, mesmo assim, tudo será feito para que não fique nenhuma rua de fora e para que «a magia da época continue a ser vivida muito intensamente».
O vereador sublinha, por isso, que a aposta vai para «a manutenção do que já existe porque não há dinheiro para mais. No entanto, «não só vamos ter todas as freguesias iluminadas, a exemplo de anos anteriores, como também todas elas vão ter os seus presépios».
O concelho do Porto Moniz segue pelo mesmo diapasão. Menos verbas mas a iluminação e todas as actividades relacionadas com a época mantêm-se. O que acontece, conforme nos disse o vereador António Santos, é que não vamos poder inovar. «Os desenhos do ano passado vão ser os mesmos para este ano», adiantou, para logo garantir que a edilidade «vai tentar ser criativa e fazer muito, mesmo muito com muito pouco dinheiro».
Para além de garantida a iluminação em todo o município, o vereador da Cultura na Autarquia do Porto Moniz assegura, inclusive, que haverá presépios em todas as freguesias, assim como será realizada a festa de fim de ano nas piscinas do Porto Moniz.
A Câmara da Ponta do Sol, por seu lado, vai procurar levar iluminação aos pontos mais importantes do concelho mas está com a ideia de diminuir o número de lâmpadas. O adjunto do gabinete do presidente referiu-nos que pouco mais será feito, uma vez que, face à falta de dinheiro, «é preciso nos cingirmos ao que já temos. Não podemos inovar».
Iluminações de Natal foram assunto da reunião de ontem da Câmara Municipal da Ribeira Brava
Calheta mantém programa na íntegra
A Autarquia da Ribeira Brava levou o assunto sobre as iluminações de Natal à reunião semanal de ontem, que decorreu durante toda a tarde. À hora do nosso contacto, foi-nos dito que «está na altura de começar a pensar o que vamos fazer na época festiva, mas ainda é cedo para dizer se vai haver cortes ou não. Uma coisa é certa: o dinheiro é pouco...».
Já a edilidade da Calheta vai manter o programa de Natal na íntegra. O presidente da Câmara diz que, tal como a população em geral, que guarda dinheiro ao longo do ano, para comprar as prendas da família e amigos, a Autarquia «economizou noutras áreas para que não falte nesta época festiva. O Natal é um acontecimento muito importante em que não podemos esquecer-nos de nada», afirma Manuel Baeta.
Deste modo, todas as igrejas e capelas do concelho vão ser iluminadas, assim como as principais artérias do município. O presépio na Praceta 24 de Junho vai contar, novamente, com o apoio da edilidade, assim como todos os presépios feito na via pública por instituições particulares.
A Câmara da Calheta promete ainda uma festa de Natal para os idosos do concelho, para a qual já convidou o secretário regional dos Assuntos Sociais.
«A despesa de Natal vai ser a mesma», adiantou o autarca. «Não deixamos de fazer nada por causa do corte de verbas», finalizou.
Celso Gomes / Carla Ribeiro
JM
Sol Social tem como objectivo a divulgação de notícias publicadas sobre o concelho da Ponta do Sol. Embora muitos poderiam associar o nome "Sol Social" a algo ligado ao social, ao "mundo vip", a ligação entre estas duas palavras surge de "Ponta do Sol" e de "Comunicação Social". Assim, teremos o Sol Social que pretende recolher informações sobre este concelho... serendipitymg@gmail.com
Monday, October 29, 2007
Ponta do Sol ganha novas infra-estruturas
Taxistas estão satisfeitos.Foto Victor Hugo
in DN a 29-10-2007
Ponta do Sol ganha novas infra-estruturas
auto-silo, praça de táxis e jardim municipal são as obras previstas para a vila
Por iniciativa da Câmara Municipal, a vila da Ponta do Sol terá até final do próximo ano um auto-silo para 80 viaturas, distribuído por dois pisos, uma praça de táxis para 6 a 8 lugares e ainda um jardim municipal situado no topo da infra-estrutura.
A garantia foi dada a conhecer por Rui Marques, presidente da autarquia, que adianta igualmente a concretização no mesmo projecto de um espaço pedonal e, um outro, com diversos equipamentos pensado para o divertimento das crianças.
Na mesma obra, a ser edificada junto à rotunda, contempla um quiosque destinado à restauração e outro reservado ao comércio de artesanato regional, "permitindo que os nossos artesãos possam vender as suas peças, num local que espero venha a ser um pólo de concentração, não só de populares da Ponta do Sol, mas consiga atrair turistas", referiu.
Tudo somado, o investimento de 2,4 milhões de euros é visto pelo autarca como "uma importante infra-estrutura que vem dar outra imagem à vila, possibilitando, naturalmente, outras condições aos nossos munícipes".
O local outrora foi visto como ideal para a construção da nova esquadra da Polícia de Segurança Pública (PSP). Rui Marques rejeita que para ali alguma vez estivesse pensado a edificação da unidade.
Ao DIÁRIO garantiu estar disponível para sentar-se à mesa com responsáveis do Ministério da Administração Interna para resolver o impasse da construção da esquadra da Polícia de Segurança Pública. "Dentro das nossas possibilidades, estamos receptivos a colaborar no sentido de dotar outras condições à PSP da Ponta do Sol", salientou.
Taxistas concordam mas…
Quem está a favor da nova praça de táxis são os profissionais do sector. Luís Macedo, por exemplo, aplaude a iniciativa, mas recorda que "é preciso outra no centro da vila". Apesar da crise instalada, é apologista de duas praças em vez de "concentrar todos os 16 taxistas numa só".
Gabriel Vale, de 56 anos, 29 dos quais passados ao volante, congratula-se por ver melhoradas as condições de serviço. "É uma medida positiva e felicito o presidente por essa tomada de decisão. Mas acho que se deve tomar mais atenção à actual praça no centro da vila. O sol que incide sobre os táxis aquece e de que maneira quem trabalha diariamente na estrada. Deveria haver abrigos que protegessem os táxis do sol".
Afinal, não é fácil passar o dia inteiro, dentro de um automóvel, à espera da clientela.
Victor Hugo
Friday, October 26, 2007
Via expresso chega aos Canhas
Dentro de poucos anos, os Canhas ficarão mais perto da Ponta do Sol.foto manuel nicolau
Via expresso chega aos Canhas
qualquer intervenção na zona de passagem terá que ser autorizada
in DN a 26-10-2007
Dentro de poucos anos será possível chegar de forma mais rápida aos Canhas. A nova ligação, que parte da Ponta do Sol, será feita em via expresso e terá uma extensão de 3,5 quilómetros.
Segundo o secretário regional do Equipamento Social, Luís Santos Costa, o lançamento do concurso público está previsto para o próximo ano, devendo os trabalhos iniciarem-se em 2009.
O governante afirma que se trata de uma obra que se insere no seguimento do esforço de investimento do Executivo madeirense na melhoria das acessibilidades internas e que tem em vista a consolidação da rede viária regional, garantindo igualdade de oportunidades de desenvolvimento a toda a Região.
GR aprova medidas preventivas
Como forma de evitar a "alteração de circunstâncias e das condições existentes" que possam tornar mais onerosos os custos de construção, o Governo Regional aprovou ontem, em Conselho de Governo, uma série de medidas preventivas, através de um diploma, que impede, durante dois anos, a alteração das condições existentes nas zonas onde será construída a nova ligação.
De acordo com Santos Costa, o objectivo é o de "garantir o respeito pelo programa preliminar, através de medidas preventivas e estratégicas que não comprometam a futura execução de uma infra-estrutura considerada básica para assegurar a continuidade do progresso económico até agora alcançado pela Região".
Nesse sentido, o diploma condiciona a criação de novos núcleos habitacionais e a construção, reconstrução, ampliação e demolição de edifícios, assim como a instalação de explorações ou ampliação das já existentes e alterações à configuração geral do terreno. Qualquer um destes actos poderá ser realizado a título excepcional, mas apenas com a autorização prévia da Secretaria Regional do Equipamento Social.
Às limitações já referidas, junta-se o derrube de árvores em maciço, a destruição do solo vivo e do coberto vegetal, a abertura de novas linhas de comunicação e passagem de linhas eléctricas ou telefónicas. De igual forma, qualquer outra actividade, como a abertura de fossas e os depósitos de lixo ou entulhos, ficarão também dependentes de autorização.
Sílvia Ornelas
Thursday, October 25, 2007
Encontro Regional de Tunas e Orquestras de Bandolins da Madeira junta 17 grupos.

Aplausos II
Concertos de Bandolins
Encontro Regional de Tunas e Orquestras de Bandolins da Madeira junta 17 grupos.
in DIÁRIO: Extra a 25-10-2007
As tunas e orquestras de bandolins reúnem-se este fim-de-semana para a edição deste ano do 'Encontro Regional de Tunas e Orquestras de Bandolins da Madeira', que pela primeira vez foi dividido em dois dias.
No total, 17 formações madeirenses participam na XXII edição deste evento, que se realiza no sábado e domingo à tarde, no Auditório do Centro Cultural John dos Passos.
Criado com o objectivo de favorecer a troca de experiências entre os vários grupos musicais, o Encontro promovido pela Associação de Bandolins da Madeira conta com a participação de mais de uma centena de crianças e jovens que elegeram o bandolim na aprendizagem musical, num total que ultrapassa largamente os duzentos participantes.
A partir das 18 horas de sábado, vai poder ouvir a Tuna Infanto-Juvenil Ribeirabravence ('Cigarrra', 'Rapsódia em Lá Menor'); a Tunacedros da Casa do Povo de São Roque do Faial ('Cigarrra', 'Rapsódia em Lá Menor'); a Tuna de Bandolins do Gabinete Coordenador de Educação Artística ('Variazione sob Tiperatatupeti', 'Minuet em Trio'); a Tuna de Bandolins da Casa do Povo do Faial ('Dominante', 'O Fortia'); a Tuna de Bandolins da Casa do Povo da Ponta do Sol ('Theme from New York, New York', 'The long and Winding Road); a Tuna de Câmara de Machico (Passerelle instrumental); a Tuna de Bandolins da Associação Cultural e Recreativa do Porto Moniz ('A Morte de Ase', 'Killing me softly with his song'); a Tuna de Bandolins da Casa do Povo da Camacha ('Ave Verum', 'Hino da Alegria'); a Orquestra de Bandolins do Centro Cultural de Santo António ('Adele - Marzurka'); a Orquestra de Bandolins da Associação Flores de Maio ('La Bohéme', 'Dance du grand calumet da la paix') e a Tuna Amadis da Casa do Povo de Gaula ('Moment of Glory'), que encerra o ciclo de pequenas actuações no primeiro dia.
No domingo, o segundo e último dia do evento, a música continua a partir das 16 horas pelas cordas da Orquestra Bandolinística Ribeirabravense ('Virtuoso del Pietro', Sonata em Ré Maior'); da Orquestra de Bandolins do Gabinete Coordenador de Educação Artística ('Trio'), do Grupo Coral e Instrumental da Casa do Povo da Calheta ('Ciel de Seville'); da Orquestra de Bandolins da Casa do Povo de São Roque do Faial ('Cigarra', 'Rapsódia em Lá Menor'); do Quinteto de Bandolins Madeira Ensemble ('Gopak', 'La Vie Breve') e da Orquestra de Bandolins da Madeira ('Hungarian Rapsody'). Cada grupo tocará no máximo seis minutos, uma forma de não cansar o público com um espectáculo demasiado longo, explicou Rodolfo Cró, presidente da nova direcção da Associação.
O 'Encontro Regional de Tunas e Orquestras de Bandolins da Madeira' está integrado este ano do programa oficial do Município da Cultura. Conta com o apoio da Direcção Regional dos Assuntos Culturais, da Secretaria Regional da Educação e Cultura e ainda Câmara Municipal da Ponta do Sol.
Paula Henriques
Tuesday, October 16, 2007
Fórum literário na Ponta do Sol

Jornal da Madeira / Cultura / 2007-10-16
Fórum literário na Ponta do Sol
O fórum prossegue hoje à tarde com as intervenções de António Rodrigues, Zita Cardoso (presidente da Associação de Escritores da Madeira), Helena Nunes e Lina Pestana. Esta iniciativa da AEM culminará, amanhã, com um espectáculo pelo Grupo Madeirense de Amigos do Fado de Coimbra.
Até amanhã, o Centro Cultural John dos Passos acolhe o III Fórum Literário e Cultural, uma iniciativa da Associação de Escritores da Madeira (AEM) que aborda temas e obras de autores madeirenses que nos séculos XIX e XX se destacaram em áreas como a escrita, o jornalismo ou a política.
Ontem, primeiro dia do fórum, foram debatidas as obras de António Aragão, Elmano Vieira, Alfredo Vieira de Freitas, entre outros.
Hoje, as prelecções, com início marcado para as 15h00, vão ficar a cargo de António Rodrigues, Zita Cardoso, Helena Nunes e Lina Pestana, com os temas “ Porto Santo no período da 2.ª guerra”, “Graça França, professora e fundadora do Lar para pobres e idosos de Gaula”, “Testemunhos de vida da Irmã Mary Wilson” e “A Lusofonia na Obra de Pepetela”, respectivamente.
Para o encerramento, estão previstas as intervenções de António Dias, João Dionísio, Eduardo Franco e Octaviano Correia, que levarão a debate os temas “Municipalismo”, “Poesia H4”, “O Natal madeirense - elaboração cultural de uma mitologia ecológica” e “A odisseia madeirense em terras de Huíla”. O III Fórum Literário e Cultural, inserido na programação do Município da Cultura — Ponta do Sol 2007, culminará com um espectáculo pelo Grupo Madeirense de Amigos do Fado de Coimbra, a partir das 18h30 de amanhã.
Odília Gouveia
Autocarro grátis para Encontro

Jornal da Madeira / Cultura / 2007-10-12
Autocarro grátis para Encontro
O III Encontro Literário e Cultural, organizado pela AEM, começa na próxima segunda-feira e termina na quarta-feira, com a actuação do grupo madeirense “Fados de Coimbra”.
A Associação de Escritores da Madeira apresentou ontem o programa do III Fórum Literário e Cultural, que se realiza nos dias 15, 16 e 17, no Centro John dos Passos, na Ponta do Sol. O encerramento do evento irá contar com a actuação do grupo madeirense “Fados de Coimbra”.
Com vista a uma maior participação do público em geral neste encontro, a organização conta com o apoio do Município da Cultura, (representado na conferência de imprensa pelo vereador Inácio Silva), que disponibiliza nesses dias um autocarro gratuito, com saída do Museu da Electricidade pelas 14 horas, divulgou Zita Cardoso. “Este acto visa a descentralização cultural. Poderíamos fazer o encontro no Funchal, mas acreditamos que este evento terá continuidade no futuro, com o apoio da Associação de Municípios da Região”, referiu Zita Cardoso.
O III Fórum irá decorrer durante três tardes e contará com a participação de 15 palestrantes, a quem a AEM agradeceu a disponibilidade e “o contributo em manterem vivas as nossas tradições culturais”.
Entre os palestrantes, encontram-se Rui Nepomuceno, Maria de Fátima Soares, Duarte Mendonça, Regina Abreu, Octaviano Correia, Eduardo Franco e Lina Pestana.
Thursday, October 04, 2007
Ponta do Sol: uma terra de jornais
Suplemento / Quinta-feira / 2007-10-04
Ponta do Sol: uma terra de jornais
Foi inaugurada no início desta semana, no Centro Cultural John dos Passos, a exposição documental intitulada “Terra de Jornais: A imprensa pontassolense”. Uma mostra documental realizada no âmbito do Município da Cultura pela jornalista Teresa Florença que reúne, em oito painéis, informação relativa à imprensa que foi feita naquel concelho no início do século XX. A investigação feita pela autora partiu da análise de periódicos do Arquivo Regional da Madeira, podendo ser apreciados nos textos que acompanham a exposição, o quotidiano pontassolense e aquilo que os jornais da época retratavam.
De acordo com a coordenadora do Município da Cultura, Marisa Santos, os cinco jornais expostos e escolhidos para esta exposição mostram o quanto foram importantes para o desenvolvimento do concelho e para a troca de ideias entre as figuras mais ilustres da Ponta do Sol. Também o facto de ali funcionar o tribunal de comarca contribuiu para o desenvolvimento da imprensa e da própria sociedade.
Assim sendo, e já que falamos nos cinco jornais, nesta mostra são recordados os jornais “O Brado d’Oeste” (editado a 2 de Junho de 1909; “A Época” (1911); “A Sentinela”(8 de Agosto de 1909; “A União” (31 Janeiro de 1918) e o “Ecos da Madeira”(1920) e ainda algumas figuras que marcaram a imprensa pontassolense, tais como Clemente Freitas da Silva, António Monte Varela e José Maria da Conceição Macedo. De acordo com notas de Teresa Florença, publicadas no livro sobre a exposição, «no global, foram projectos pouco duradouros, como outros que surgiram no país e no Funchal. Sobreviveram à custa de sacrifícios pessoais e também dos anunciantes e assinantes. Revelam modos de pensar, de agir, de sentir. Identificaram-se com os ideiais e sobretudo com os homens do seu tempo».
De salientar que até ao final do ano, e mediante marcação prévia, o Serviço Educativo do Arquivo Regional pretende dinamizar esta exposição, através de visitas orientadas e da dinamização de um dossiê pedagógico sobre a imprensa periódica, junto das escolas locais.
Se ainda não visitou esta mostra tem até ao último dia deste ano (31 de Dezembro) para o fazer.
Ponta do Sol: uma terra de jornais
Foi inaugurada no início desta semana, no Centro Cultural John dos Passos, a exposição documental intitulada “Terra de Jornais: A imprensa pontassolense”. Uma mostra documental realizada no âmbito do Município da Cultura pela jornalista Teresa Florença que reúne, em oito painéis, informação relativa à imprensa que foi feita naquel concelho no início do século XX. A investigação feita pela autora partiu da análise de periódicos do Arquivo Regional da Madeira, podendo ser apreciados nos textos que acompanham a exposição, o quotidiano pontassolense e aquilo que os jornais da época retratavam.
De acordo com a coordenadora do Município da Cultura, Marisa Santos, os cinco jornais expostos e escolhidos para esta exposição mostram o quanto foram importantes para o desenvolvimento do concelho e para a troca de ideias entre as figuras mais ilustres da Ponta do Sol. Também o facto de ali funcionar o tribunal de comarca contribuiu para o desenvolvimento da imprensa e da própria sociedade.
Assim sendo, e já que falamos nos cinco jornais, nesta mostra são recordados os jornais “O Brado d’Oeste” (editado a 2 de Junho de 1909; “A Época” (1911); “A Sentinela”(8 de Agosto de 1909; “A União” (31 Janeiro de 1918) e o “Ecos da Madeira”(1920) e ainda algumas figuras que marcaram a imprensa pontassolense, tais como Clemente Freitas da Silva, António Monte Varela e José Maria da Conceição Macedo. De acordo com notas de Teresa Florença, publicadas no livro sobre a exposição, «no global, foram projectos pouco duradouros, como outros que surgiram no país e no Funchal. Sobreviveram à custa de sacrifícios pessoais e também dos anunciantes e assinantes. Revelam modos de pensar, de agir, de sentir. Identificaram-se com os ideiais e sobretudo com os homens do seu tempo».
De salientar que até ao final do ano, e mediante marcação prévia, o Serviço Educativo do Arquivo Regional pretende dinamizar esta exposição, através de visitas orientadas e da dinamização de um dossiê pedagógico sobre a imprensa periódica, junto das escolas locais.
Se ainda não visitou esta mostra tem até ao último dia deste ano (31 de Dezembro) para o fazer.
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