Tuesday, September 05, 2006

Festival de Folclore em ambiente de arraial

Milhares de pessoas acorreram no passado domingo à Ponta do Sol

Festival de Folclore em ambiente de arraial

Ao todo, passaram na 26.ª edição do Festival Nacional e Internacional de Folclore da Ponta do Sol, sete grupos, dois deles regionais, três nacionais e dois estrangeiros.



in JM a 05-09-2006

Foi em ambiente de arraial, com muitas barracas de comes e bebes que se realizou, na noite do passado domingo (dia 3), a 26.ª edição do Festival Nacional e Internacional de Folclore da Ponta do Sol.

O “desfile” dos grupos pelo palco, colocado este ano no final da Avenida do Mar, começou por volta das 21 horas, com a actuação do grupo anfitrião, o Grupo de Folclore de Ponta do Sol. Seguiu-se o Grupo Folclórico e Etnográfico Santa Marinha de Crestuma de Vila Nova de Gaia, o Folcloristico di Castel Madama de Itália, o Grupo Folclórico da Casa do Povo do Curral das Freiras; o Rancho Folclórico Luz dos Candeeiros Arrimal de Porto de Mós; o Folk Group Ivan Vitez Tmski da Croácia e, por fim, o Grupo Folclórico das Lavradeiras da Meadela de Viana do Castelo. O final da noite ficou marcado pela entrega de troféus aos grupos participantes e de um espectáculo de fogo-de-artifício.

Organizado pelo Grupo de Folclore da Ponta do Sol, este evento inseriu-se nas festas do concelho, evento organizado pela autarquia local, que está a realizar-se desde o passado dia 31 de Agosto e que se prolongará até 10 de Setembro.

Quanto ao balanço feito desta 26.ª edição, o presidente do Grupo de Folclore da Ponta do Sol referiu que este é «positivo» tendo em conta o facto deste festival estar a conquistar, de ano para ano, cada vez mais público. António do Vale explicou ao JM que o “segredo” está na «qualidade dos grupos que trazemos até a este festival.

Apesar de ser uns melhores do que outros, temos a preocupação em oferecer bons grupos e isso depois reflecte-se na afluência das pessoas até à Ponta do Sol».
Nos próximos tempos, referiu, «vamos estar numa fase de reflexão antes de colocarmos mãos-à-obra e organizar mais um festival desta natureza». Festivais à parte, o responsável adiantou que o grupo vai “preocupar-se”, por enquanto, com a reedição de um CD que acontecerá nos finais do mês de Outubro no Centro Cultural John dos Passos.


Lucia Mendonça da Silva

Monday, September 04, 2006

Luís Pinto e Sara Cerdas vencem no mar da Pt.ª do Sol

A atleta do Clube Naval do Funchal somou a segunda vitória consecutiva no circuito

IN dn 04-09-2006



Os dois primeiros classificados, com a vencedora feminina. Ao lado, o 1.º classificado nada isolado para a vitória.


Sete dezenas de atletas participaram ontem na segunda prova do Circuito Regional de Águas Abertas 2006, que decorreu na baía da Ponta do Sol com organização da Câmara Municipal da localidade.

Na prova absoluta masculina, num pódio totalmente nacionalista, Luís Pinto foi o 1.º classificado com o tempo de 20.04.22 minutos, à frente de Emanuel Gonçalves (21.01.36) e Óscar Melim (21.08.08).

No sector feminino, a navalista Sara Cerdas somou a segunda vitória consecutiva - já havia ganho a José da Silva "Saca" - com o tempo de 21.48.88, à frente de Fabiana Quintal (CD Nacional), que fez 21.57.00, e da sua colega do naval do Funchal Mariana Marques, que completou o percurso em 24.45.55.

Ainda em Federados, mas na categoria de adolescentes, Vítor Castanheiro (CDN) registou 22.13.22 e foi seguido pelo seu companheiro Miguel Vieira, com 26.36.32.

Referência para os Populares, cujos pódios foram ocupados por Paulo Lucas, Dinarte Sá e Pedro Serpa, nos Homens, e por Sara Vieira, Lénia Mateus e Ana Rodrigues (Bombeiros Municipais do Funchal), nas Senhoras.

Excelente resultado de emanuel gonçalves

Oriundo da natação adaptada, o nacionalista Emanuel Gonçalves foi a figura mais saliente da prova da Ponta do Sol, que terminou na 2.ª posição, batendo quase todos os Federados. O nadador conseguiu a proeza inédita de atingir os mínimos para o Campeonato do Mundo e estará a competir nessa prova, no mês de Novembro, na África do Sul.


Carlos Moniz

Thursday, August 31, 2006

Música tradicional abre festas na Ponta do Sol

Festa

Música tradicional abre festas na Ponta do Sol

De hoje até ao dia 10 de Setembro, a música vai percorrer algumas noites de Verão, integrada no programa comemorativo dos 505 anos.

in DN - "Fim-de-semana a 31-08-2006


Os concertos dos Quinta do Bill e tAMbOR e o Festival Nacional e Internacional de Folclore são os principais pontos fortes das Festas do Concelho da Ponta do Sol que vão animar nos próximos dias o centro da freguesia, os primeiros dois a terem lugar apenas na próxima semana, pelo que vamos deixá-los para já de fora.



De hoje até ao dia 10 de Setembro, a música vai percorrer algumas noites de Verão, sob a batuta da Câmara Municipal, entidade responsável pelo programa comemorativo dos 505 anos.

O cartaz abre esta noite com o espectáculo de folclore "Conhecer a Cultura Popular do País", uma iniciativa que junta, a partir das 21h00, vários grupos convidados no palco do Centro Cultural John dos Passos.

Após esta estreia, quase um aquecimento para o grande evento, a música só regressa no domingo, com a realização do XVI Festival Nacional e Internacional de Folclore, uma organização do grupo local que conta com a participação de várias formações oriundas de Portugal continental e de outros países, nomeadamente Croácia, Itália e Ucrânia.

O Grupo de Folclore da Ponta do Sol abre o encontro, que conta ainda com as participações do Folk Group "Ivan Vitez Tmski" (Croácia), do Rancho Folclórico e Etnográfico de Crestuma (Vila Nova de Gaia), do Grupo da Casa do Povo do Curral das Freiras, do Folcloristico di Castel Madama (Itália), do Rancho Folclórico Luz dos Candeeiros (Leiria), do The Ensemble of Singing and Dancing Claynody Sikersky (Ucrânia) e do Grupo Folclórico As Lavadeiras de Meadela (Viana do Castelo). Depois das danças, tocares e cantares de cada uma destas formações terem passado pelo palco, um espectáculo de fogo-de-artifício vai coroar a edição deste ano.

A par destas actividades, há uma forte componente desportiva que pode acompanhar na secção de desporto.


Paula Henriques

Derrocada no Lugar de Baixo levanta questões de segurança

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Derrocada no Lugar de Baixo levanta questões de segurança

in DN a 31-08-2006


Um aspecto da encosta sobranceira à marina do Lugar de Baixo, na Ponta do Sol, onde é visível o efeito da derrocada registada na manhã de ontem.


A marina do Lugar de Baixo registou um novo episódio de derrocada que vem, uma vez mais, suscitar questões de segurança na Ponta do Sol.

O alerta foi dado pelos próprios funcionários que se depararam, pela manhã, com terras e pedras, muitas delas maiores que um punho, espalhadas ao longo da via pedonal entre a piscina e a falésia.

Alertado pelos trabalhadores, Paulo Sousa, presidente da Sociedade de Desenvolvimento da Ponta Oeste (SDPO), ordenou o encerramento das piscinas ao público.

Contactado pelo DIÁRIO, o responsável da SDPO pediu a presença dos técnicos da Secretaria Regional do Equipamento Social que acorreram ao local pela manhã de ontem.

Recorde-se que o episódio não é inédito. Mesmo antes do Verão, por altura da Páscoa, o evento "Madeira@Paradise" foi deslocalizado do Lugar de Baixo para o Madeira Tecnopólo devido ao risco de ocorrência de derrocadas, o que se verificou volvidos alguns dias.


O estudo então solicitado ao Laboratório de Engenharia Civil concluiu ser necessária «uma intervenção para sustentar algumas zonas consideradas menos estáveis», afirmou Paulo Sousa.

O presidente referiu que esta nova ocorrência verificou-se numa outra área, uma localização distinta da ocorrida no início do Verão. Por esta razão, Paulo Sousa prevê uma avaliação do local da derrocada, «uma zona com muitas escorrências de águas de rega não utilizada deitada pela encosta abaixo».

O DIÁRIO recolheu na manhã de ontem imagens no local. Uma reportagem disponível desde ontem em www.dnoticias.pt, que pode ser visualizada no espaço multimédia.


Artur Sousa

Ponta do Sol prepara livro com historial e tradições

Obra do Grupo de Folclore deverá ser continuada pela próxima direcção, a eleger em Outubro

in DN a 28-08-2006

O Grupo de Folclore da Ponta do Sol está a comemorar os 25 anos. No próximo domingo, é o anfitrião de mais um festival de folclore.

O historial, os trajes, as danças e as fotografias da Ponta do Sol vão fazer parte de um livro que o Grupo de Folclore quer lançar no mercado madeirense, a curto prazo, disse o actual presidente, António do Vale.

Este projecto não está previsto para este ano, mas encontra-se já na forja, cabendo à próxima direcção, a eleger em Outubro próximo, dar-lhe seguimento, explicou.

A comemorar os 25 anos, a obra marcará a continuidade no trabalho de divulgação que o grupo tem vindo a fazer para o público em geral e para as escolas.

Além dos CD e DVD que lançaram, esta colectividade com cerca de meia centena de elementos tem procurado dar visibilidade aos costumes e tradições do concelho, através de várias actuações, na Região e fora dela.

Folclore aposta na Colaboração para diluir custos

A partir do dia 3 de Setembro, tem lugar mais um Festival Nacional e Internacional de Folclore Ponta do Sol, actualmente na XVI edição. Desde há três anos que este grupo, o da Boa Nova e o de Machico se juntam para facilitar a vinda de mais grupos à Região, através de uma colaboração que permite diluir os custos inerentes às deslocações. Depois, os agrupamentos convidados são "partilhados" pelas associações que os integram no seu cartaz. Esta parceria permite aumentar a quantidade de convidados nacionais e internacionais que apresentam nas suas iniciativas. Antes deste "acordo de cavalheiros", o Festival Nacional e Internacional de Folclore reunia dois a três convidados. Hoje em dia, apresenta entre cinco e seis, disse António do Vale.

Embora se apresentem em mais do que um evento na Região, o responsável frisa que o importante é que os grupo se juntem e desenvolvam espectáculos de qualidade. O presidente do Grupo de Folclore da Ponta do Sol deixa o alerta para evitar a sobreposição de iniciativas, porque «atrofiam» o público com folclore a mais.

Sobre as deslocações fora, as verbas não permitem mais do que uma viagem, razão suficientemente forte para seleccionarem com cuidado e tentarem encontrar várias apresentações no local de destino ou na área próxima, rentabilizando o tempo e os meios na divulgação da cultura madeirense.

Festival reúne oito formações no palco da Ponta do Sol



Está marcado para as 21h00 do próximo domingo, dia 3 de Setembro, o XVI Festival Nacional e Internacional de Folclore, uma iniciativa do Grupo de Folclore da Ponta do Sol.

Esta formação abre o encontro que conta, ainda, por ordem de apresentação, com as participações do Folk Group "Ivan Vitez Tmski", do Rancho Folclórico e Etnográfico de Crestuma, do Grupo da Casa do Povo do Curral das Freiras, do Folcloristico di Castel Madama, do Rancho Folclórico Luz dos Candeeiros, do The Ensemble of Singing and Dancing Claynody Siker Sky e do Grupo Folclórico As Lavadeiras de Meadela.

A actuação destes grupos culminará com um espectáculo de fogo-de-artifício, por volta da meia-noite.

De referir que o Festival está integrado no programa comemorativo dos 505 anos da Ponta do Sol, cujas iniciativas decorrem desde a próxima quinta-feira até ao dia 10 de Setembro.

Paula Henriques

Motorista de Lobo em "xeque"

Despachos do tribunal deixaram a defesa de António Lobo um pouco fragilizada

in DN a 29-08-2006


Declarações da testemunha não batem certo com o registo das chamadas telefónicas feitas pela Câmara da Ponta do Sol, no dia da detenção da arquitecta



O motorista de António Lobo, arguido no processo de corrupção na Câmara Municipal da Ponta do Sol, voltou ontem a ser chamado à sala de audiência do Tribunal, para ser confrontado com o registo das chamadas telefónicas realizadas pela autarquia a 1 de Outubro de 2004, data da detenção da arquitecta Deolinda Santos.

Recorde-se que, numa das sessões do julgamento, a testemunha Luís Diogo, motorista da câmara, negou ter recebido qualquer chamada telefónica de António Lobo. Ora, o registo detalhado apresentado pelas operadoras de telecomunicações, a pedido do tribunal, dá conta de que houve, efectivamente, uma conversa de 24 segundos, mantida a partir do telefone do chefe de departamento da câmara e o telemóvel de serviço do motorista. Com a versão dos factos em contradição, Luís Diogo foi chamado de imediato à sala de audiência para ser reinquirido. Mas este pouco ou nada adiantou ao colectivo de juízes. Reafirmou que, naquele dia, não saiu da garagem da autarquia. Sobre as conversas telefónicas, respondeu: «Não me lembro».

O colectivo de juízes presidido por Filipe Câmara concluiu que estes elementos prorrogatórios vêm corroborar as declarações do fiscal municipal João Silva. Segundo a versão deste, assim que a câmara soube da detenção da arquitecta (1 de Outubro 04), o ex-presidente da câmara indicou ao motorista para que o levasse ao Funchal, para visitar Deolinda Santos. João Silva disse que Lobo lhe pediu para transmitir à arquitecta que o dinheiro que ela recebera do empresário imobiliário (que se constituiu assistente no processo), e que motivou a sua detenção pela Polícia Judiciária, destinava-se ao pagamento dos honorários decorrentes do projecto de Deolinda.

A defesa do arguido António Lobo ainda tentou impugnar o conteúdo da fundamentação para a reinquirição da testemunha, mas de nada valeu. Arnaldo Matos alegou que o raciocínio do tribunal estava viciado e que não havia prova factual que indicasse que foi o ex-presidente quem efectuou a chamada. O pedido acabou por ser indeferido e o motorista foi mesmo chamado a se explicar.

TRIBUNAL VALIDA ACÇÃO DA PJ

Ainda ontem, o tribunal deu o despacho ao requerimento apresentado pela defesa de Lobo, em Maio - para que fossem extraídas certidões das declarações do assistente, de modo a averiguar o regime jurídico das acções encobertas por parte da Polícia Judiciária. Uma vez ouvidos os inspectores da PJ, o tribunal concluiu não ter descortinado qualquer irregularidade, dando indeferimento ao pedido de Arnaldo Matos. De resto, na sessão de ontem, foram ouvidas três testemunhas do arguido João Silva - um canalizador, um professor de música e um militar - que foram unânimes ao considerar o ex-fiscal uma pessoa idónea, honesta e trabalhadora, além de muito zeloso para com os filhos e a família.

O julgamento prossegue a 22 de Setembro (10h00), data em que a arquitecta Deolinda Santos será reinquirida sobre o teor dos pareceres de projectos que assinou.

Ricardo Duarte Freitas

Motorista de Lobo novamente inquirido

Depois de ter negado, Luís Diogo afirmou agora não se lembrar se recebeu ou não telefonema da Câmara

Motorista de Lobo novamente inquirido

As declarações proferidas pelo motorista de António Lobo, Luís Diogo contradizem as afirmações do fiscal João Silva, e da testemunha Carlos Varela.
Recorde-se que este processo, remonta a 2004, altura em que António Lobo foi acusado de corrupção, tendo sido constituídos cinco arguidos, alegadamente cúmplices do ex-presidente.


in JM a 29-08-2006

O colectivo de juízes que acompanha o processo de António Lobo no Tribunal da Ponta de Sol interrompeu ontem as férias para dar seguimento a mais uma sessão deste julgamento. Foram ouvidas três testemunhas arroladas pela defesa do arguido João Silva e reinquirido o motorista do ex-presidente.

O caso António Lobo voltou, ontem, à barra do Tribunal da Ponta de Sol, numa sessão que ficou marcada pela decisão do colectivo de juízes de voltar a inquirir o motorista do ex-presidente da Câmara, o funcionário Luís Diogo.
Em causa, a existência de uma chamada telefónica, efectuada no dia 1 de Outubro de 2004, data da detenção do fiscal João Silva e da arquitecta Deolinda Santos, do chefe de departamento da respectiva Câmara para o telemóvel do motorista Luís Diogo. Um facto confirmado pelos relatórios fornecidos ao Tribunal pela Portugal Telecom.
O despacho do juíz refere que a existência deste telefonema confirma as declarações do fiscal João Silva, mas contradiz as declarações prestadas pela testemunha Luís Diogo, que negou a existência do mesmo.
Declarações que foram ainda postas em causa, pela afirmações da testemunha Carlos Varela que garantiu ao Tribunal ter visto o motorista nas instalações da Câmara no dia da detenção dos arguidos Deolinda Santos e João Silva.
Após uma curta interrupção da sessão para que Luís Diogo marcasse presença no Tribunal, onde foi reinquirido pelo presidente do colectivo de juízes, Filipe Câmara, o motorista afirmou não se lembrar de nenhum telefonema ocorrido nesse dia.
A importância desta chamada telefónica reside no facto do arguido João Silva ter afirmado a existência do mesmo, que teve como intenção fazer com que o arguido João Silva se dirigi-se ao Funchal, antes da sua detenção, a pedido de António Lobo para dizer à arguida Deolinda Santos, que o dinheiro recebido por esta do assistente João Pestana se devia ao pagamento dos seus honorários pelo projecto por esta realizado.

Defesa contesta
inquirição ao motorista

Refira-se que a defesa do ex-presidente da Câmara reagiu de imediato à decisão do Tribunal. O advogado Arnaldo Matos considerou «absolutamente errónea» e «vicío de raciocínio» a interpretação dos factos feita pelo Tribunal, do telefonema em causa, bem como dos argumentos que sustentou para ouvir novamente o motorista.
No fim da sessão, e já aos jornalista, o advogado de António Lobo rearfirmou as considerações feitas no Tribunal, ao entender um «erro de raciocínio» do mesmo, quando «pretende extrair de um telefonema feito por um departamento a ideia de que este pode ter sido feito pelo presidente da Câmara».
Para Arnaldo Matos tratou-se de impedir que se «perdesse a eficácia da prova já produzida».
Ainda nesta sessão, foram ouvidas três testemunhas arroladas pela defesa do arguido João Silva que atestaram o carácter do mesmo.
Todas evidenciaram a honestidade, decência e idoneidade do arguidoJoão Silva. O fiscal foi ainda referenciado como um pessoa incapaz de violar a lei, a menos que existisse um motivo mais forte.


Advogado pede arquivamento do processo Alkatiri

O advogado de defesa de António Lobo, Arnaldo Matos que tem entre mãos o caso do ex-primeiro-ministro de Timor Leste, Mari Alkatiri fez ontem saber que deverá em breve deslocar-se a Timor, com o objectivo de requerer o arquivamento deste processo.
Á margem da sessão que decorreu ontem, no Tribunal da Ponta de Sol, sobre o caso Lobo, e em conversa com os jornalistas, Arnaldo Matos referiu que o arquivamento será o fim à vista deste caso, uma vez que não foi constituída qualquer prova contra o ex-primeiro ministro.

Apesar da instabilidade política que se vive em Timor, o advogado está confiante de que a situação jurídica é, contudo, favorável a Mari Alkatiri.
Recorde-se que o ministro demissionário do Governo de Timor-Leste é acusado, entre outros factos de ter distribuído armas à população.


Caso Lobo prossegue a 22 de Setembro

Na recta final do julgamento de alegada corrupção na Câmara Municipal da Ponta de Sol, a próxima sessão ficou agendada para o próximo dia 22 de Setembro. Sessão que deverá anteceder as alegações finais deste processo judicial que remonta a 2004, e que levou ao banco dos réus cinco arguidos, todos eles com ligações à autarquia, na altura presidida por António Lobo, principal arguido. A 22 de Setembro deverá ser novamente ouvida a arquitecta Deolinda Santos, outra das arguidas, a propósito dos relatórios técnicos solicitados pelo Tribunal.

Tânia Caldeira