in Diário de Notícias - Cartas do Leitor
João Abreu
Câmara da Ponta do Sol
Data: 27-10-2006
Resido no sítio do Lemos, Adegas, Ponta do Sol e dirigi-me à Câmara do mesmo concelho, para queixar-me porque o vizinho que mora atrás da minha casa tem os esgotos a escoar para debaixo da terra e isso está a estragar as paredes da minha casa. Em troca, um dos funcionários que lá trabalha, pôs-me para fora da câmara e ofendeu-me bastante.
Rui David Pita Marques Luís
Câmara da Ponta do Sol
Data: 28-10-2006
Em resposta à carta do leitor João Abreu, publicada no dia 27-10-2006, hoje, a Câmara Municipal da Ponta do Sol informa que sempre respeitou e atendeu com urbanidade os seus munícipes, pelo que é falso que o Sr. João Abreu tenha sido "ofendido e posto fora da Câmara". Mais informa que qualquer comportamento que tenha existido por parte do seu funcionário mais não foi do que uma simples e natural reacção à ofensa pessoal e familiar proferida, em primeiro lugar, pelo Sr. João Abreu.
Cremos que a situação não passa de um mal-entendido, pelo que, publicamente, convidamos o Sr. João Abreu a dirigir-se a esta Câmara a fim de ser esclarecida a divergência.
Sol Social tem como objectivo a divulgação de notícias publicadas sobre o concelho da Ponta do Sol. Embora muitos poderiam associar o nome "Sol Social" a algo ligado ao social, ao "mundo vip", a ligação entre estas duas palavras surge de "Ponta do Sol" e de "Comunicação Social". Assim, teremos o Sol Social que pretende recolher informações sobre este concelho... serendipitymg@gmail.com
Monday, October 30, 2006
Grupos de percussão e de dança animaram ontem John dos Passos
in DN a 30-10-2006

Actuações no centro John dos Passos
Grupos de percussão e de dança animaram ontem John dos Passos
A Orquestra de Percussão e o Grupo de Dança do GCEA actuaram ontem em conjunto no Centro Cultural John dos Passos, para uma casa cheia.
A Orquestra de Percussão, composta por 13 elementos, proporcionou bons momentos musicais essencialmente com sons sul-americanos, sendo acompanhados pelo Grupo de Dança, onde 9 raparigas desempenharam as suas coreografias, para encanto dos presentes.
Esta actuação fez parte do plano de actividades do Centro Cultural John dos Passos para 2006, tendo esta actuação sido organizada pela Câmara Municipal da Ponta do Sol.
Ainda até ao fim do ano o Gabinete Coordenador de Educação Artística voltará à Ponta do Sol com o Coro de Câmara do GCEA a actuar juntamente com o Coro de Câmara de Lisboa, numa actuação prevista para o dia 3 de Dezembro.
Roberto Varela, Correspondente

Actuações no centro John dos Passos
Grupos de percussão e de dança animaram ontem John dos Passos
A Orquestra de Percussão e o Grupo de Dança do GCEA actuaram ontem em conjunto no Centro Cultural John dos Passos, para uma casa cheia.
A Orquestra de Percussão, composta por 13 elementos, proporcionou bons momentos musicais essencialmente com sons sul-americanos, sendo acompanhados pelo Grupo de Dança, onde 9 raparigas desempenharam as suas coreografias, para encanto dos presentes.
Esta actuação fez parte do plano de actividades do Centro Cultural John dos Passos para 2006, tendo esta actuação sido organizada pela Câmara Municipal da Ponta do Sol.
Ainda até ao fim do ano o Gabinete Coordenador de Educação Artística voltará à Ponta do Sol com o Coro de Câmara do GCEA a actuar juntamente com o Coro de Câmara de Lisboa, numa actuação prevista para o dia 3 de Dezembro.
Roberto Varela, Correspondente
IMI cobrado na Madeira não ultrapassa os 15 milhões

in DN a 30-10-2006
Regional
IMI cobrado na Madeira não ultrapassa os 15 milhões
O total de Imposto Municipal sobre Imóveis - IMI - cobrado na Região não ultrapassa os 15 milhões de euros. Na maior parte das autarquias esse imposto representa um valor pouco significativo. No caso da Câmara Municipal do Funchal a situação é diferente. A receita de 8,6 milhões de euros provenientes do IMI representa cerca de 15% do total de receitas da autarquia. Mesmo assim, o valor cobrado poderia ser ligeiramente mais alto se fosse fixada a percentagem máxima de imposto. A CMF cobra 0,35% sobre os prédios avaliados pelo Código do Imposto Municipal sobre Imóveis e 0,7 sobre os prédios sem avaliação actualizada. As percentagens podem variar entre 2 e 6%, no primeiro caso, e 4 e 8% no segundo.
A realidade oposta à do Funchal verifica-se no Porto Moniz. Os 28 mil euros arrecadados correspondem a 0,45% do orçamento autárquico. O Porto Moniz é também o concelho que cobra as taxas mais baixas.
São Vicente, Santana e Ponta do Sol são outros municípios onde o IMI cobrado não chega aos 200 mil euros. Em qualquer dos casos os montantes cobrados representam menos de 2% das receitas do município. Excepção é a Ponta do Sol onde os 160 mil euros arrecadados representam 3,5% das receitas.
Calheta, Santa Cruz e Câmara de Lobos são os municípios, além do Funchal, onde são alcançados valores acima de um milhão de euros. respectivamente 1,8 (valor previsto no orçamento), 1,3 e 1,2. Apesar dos valores serem consideráveis, apenas na Calheta (9,2) representam uma percentagem significativa. Em santa cruz o IMI é 4,1% do orçamentado e em Câmara de Lobos 3,7.
Todos os municípios esperam conseguir mais verbas de IMI em 2007 do que no ano em curso. Tudo porque as actualizações das avaliações dos imóveis a isso conduzem.
Apesar disso, as autarquias queixam-se de terem muito pouca capacidade de decisão sobre o imposto. Dão o exemplo das isenções que são obrigadas a conceder sem que recebam quaisquer contrapartidas por isso. Só a título de exemplo, Ismael Fernandes, presidente da Ribeira Brava, estima que poderia arrecadar o dobro do imposto se não houvesse isenções.
Élvio Passos
Friday, October 27, 2006
Inauguração obras de redimensionameno da EB1/PE do Lombo dos Canhas
in JM a 27-10-2006Jardim diz que é preciso «ajudar a realizar um país que passa maus momentos»
Desenvolver sem litigar
Alberto João Jardim disse ontem, na Ponta do Sol, que a Região não pretende litigar seja com quem for, nem muito menos abrir brechas na unidade nacional. Tal como afirmou, «O nosso objectivo é ajudar a realizar um país que passa por muitos maus momentos. Um país que tem de ser mudado e que nós temos de ajudar a mudar».
Alberto João Jardim aproveitou, ontem, a inauguração da Escola Básica do 1.º ciclo com pré-escolar do Lombo dos Canhas, na Ponta do Sol, para dizer que o resultado dos investimentos que têm sido feitos na Educação fazem com que cerca de 90% do parque educativo da Madeira seja produto da Autonomia.
O presidente do Governo Regional disse ontem, na inauguração das obras de redimensionamento da Escola Básica do 1.º ciclo com pré-escolar do Lombo dos Canhas, na Ponta do Sol, que o objectivo da Região «não é litigar seja com quem for», mas sim ajudar um país que passa por muitos maus momentos.
Segundo o chefe do Executivo madeirense, «um dos grandes esforços da autonomia foi o investimento na educação. Não há democracia sem um povo educado. Não há democracia nem Autonomia se as novas gerações não estiverem preparadas. Se não estiverem preparadas não é possível levarmos por diante os nossos objectivos».
E os nossos objectivos, disse Jardim, «não é litigar seja com quem for, nem muito menos abrir brechas na unidade nacional. O nosso objectivo é ajudar a realizar um país que passa por muitos maus momentos. Um país que tem de ser mudado e que nós temos de ajudar a mudar».
«Hoje — prosseguiu o chefe do Executivo madeirense — cada um de nós, na sua profissão, no seu lar, sente o impacto de políticas que parecem vir da cabeça de doidos. E, nós temos que saber, sem perder a dimensão daquilo que está errado, temos que saber, com serenidade, enfrentar a situação e dar-lhe a volta».
Aliás, disse, «pela nossa vida fora, pela nossa história fora, certamente que outros momentos se irão pôr entre o povo madeirense e será defrontado com mais dificuldades. Mas esta escola, todas as escolas, os investimentos que estamos a fazer em Educação, e que fazem com que quase 90 por cento do parque educativo da Madeira seja produto da Autonomia. Esses investimentos irão preparar estes jovens para terem capacidade de enfrentar as dificuldades». E alertou, «que não tenhamos ilusões, também se vão deparar às gerações deles e o que eu quero, o que desejo, é que eles ao se sentirem bem preparados para defender a Madeira eles se lembrem dos professores, dos pais e dos governantes que os preparam para serem cidadãos de mérito».
A eles, disse, «para as próximas gerações, temos de nos empenhar para eles saberem se defender. O nosso desafio não é só agora, o nosso desafio é no futuro, com a preparação que lhes soubermos dar».
Momento de luta do povo madeirense
De acordo com Alberto João Jardim, «este é um momento de luta do povo madeirense. Não ter medo dos que de fora nos querem afrontar e destruir os direitos que conquistamos em 30 anos de Autonomia política e, por outro lado, saber desprezar aqueles que são traidores da sua própria terra».
Em seu entender, «este não é um problema de diferentes ideologias políticas. Isto não é um problema de legítima e saudável diferença entre os partidos políticos. Isto é, agora, uma terra inteira que quer defender os seus direitos independentemente das legítimas crenças políticas de cada um e gente que há cá dentro e que ajuda a trair a sua própria terra. Eu direi: não passará».
Alberto João Jardim referiu-se ainda às críticas feitas por «um desses energúmenos colaboracionistas — gente que não tem vergonha de se fazer com os inimigos da Madeira —», divulgadas na comunicação social, que dizem que nada tem sido feito na Ponta do Sol.
Para comprovar o contrário, Jardim disse que ainda há bem pouco tempo esteve numa outra inauguração naquele concelho e adiantou que «estamos a trabalhar tão bem aqui como noutros concelhos», felicitando, por isso, o presidente da autarquia local.
Marsílio Aguiar
Inauguração obras de redimensionameno da EB1/PE do Lombo dos Canhas

A Escola Básica do Lombo dos Canhas foi alvo de obras de redimensionamento.
in DN a 27-10-2006
Traidores da Madeira "não passarão"
Jardim diz que este é "um momento de luta para o povo madeirense"

O presidente do Governo Regional apelou ontem à unidade do povo madeirense. Na inauguração das obras de redimensionamento da Escola Básica do 1º ciclo do Lombo dos Canhas, Alberto João Jardim afirmou que "este é um momento de luta para o povo madeirense, é uma terra inteira que quer defender os seus direitos, independentemente das legítimas crenças políticas de cada um". O chefe do executivo não poupou os que "ajudam a trair a sua própria terra" deixando-lhes um aviso, "não passarão".
Na sua deslocação à Ponta do Sol, Jardim classificou este concelho de " baluarte da autonomia e democracia". A antiga escola básica do Lombo dos Canhas ganhou uma nova "cara" e passa a funcionar em regime de tempo inteiro.
A escola conta agora com duas salas do ensino pré-escolar, uma sala de informática, uma sala de actividades não curriculares, um parque infantil, zonas de recreio e um piso sintético no campo de jogos. Um investimento do Governo Regional na ordem dos 290 mil contos.
Alberto João Jardim sublinhou a importância de investir na educação como forma de preparar os jovens para o futuro. "Quase 90% do parque educativo da Madeira é produto da autonomia. Esse investimento irá preparar estes jovens para terem capacidade de enfrentar as dificuldades".
Jardim terminou a sua intervenção expressando um desejo, "que estes jovens quando se sentirem preparados para defender a Madeira se lembrem dos professores, pais e governantes que os prepararam para serem cidadãos de mérito". Aos pais e professores deixou um apelo, "temos de nos empenhar para que eles se saibam defender. O nosso desafio não é o agora, o nosso desafio é no futuro com a preparação que lhes soubermos dar".
Graça Freitas
Mais credibilidade!
in Notícias da Madeira a 26-10-2006
O que eles têm em comum?
Um ano depois, e depois? Rui Marques, Humberto Vasconcelos e José Alberto Gonçalves já completaram um ano de mandato à frente das Câmaras Municipais da Ponta do Sol, São Vicente e Santa Cruz, respectivamente. O NOTÍCIAS quis saber como é que os novos autarcas programam o seu dia e o que mudou nas suas gestões camarárias. Humberto Vasconcelos diz que houve uma reviravolta interna, Rui Marques que há maior credibilidade e José Alberto Gonçalves que há mais diálogo. O NOTÍCIAS colocou os vereadores da oposição a avaliarem o trabalho dos autarcas e lançou-lhes um desafio: a distinguirem o melhor e o pior do trabalho dos autarcas. O NM desafiou os autarcas a contarem uma história engraçada que tenha acontecido neste primeiro ano de mandato e o desafio foi aceite. Saiba mais nesta edição do NOTÍCIAS...
Texto: Sónia Silva Franco
Foto: Miguel Nóbrega

UM ANO DEPOIS, E?
Mais credibilidade!
Já chegou a trabalhar até às quatro da manhã completamente atolado em papelada para despachar. Como o trabalho está em primeiro lugar, não são raras as vezes que deixa de almoçar para se dedicar aos assuntos pendentes na Câmara Municipal da Ponta do Sol. Rui Marques fez há pouco tempo 30 anos e, com a garra normal da juventude, não gosta de deixar para dias seguintes o que pode fazer hoje. Continua a dizer que esta é uma autarquia com muitos problemas, manchada por uma reputação herdada. As dificuldades financeiras são grandes e Rui Marques tem consciência de que o dinheiro
não dá para tudo. E é justamente esse discurso que tenta fazer passar junto dos munícipes que todos os dias lhe pedem coisas. «Há uns que entendem e há outros que não...», lamenta.
Há um ano, Rui Marques já sabia que assumir a presidência da Câmara da Ponta do Sol não era, propriamente, um mar de rosas. À medida que o tempo foi passando, o jovem confirmou as suas suspeitas. A câmara necessitava de atenção redobrada da sua parte e é por isso que, de vez em quando, fica a trabalhar madrugada dentro.
Neste ano, o que mudou? Rui Marques fala da reestruturação interna e, principalmente, da «imagem da câmara, na qual tentámos darmais credibilidade».
No entanto, o autarca está ciente que, para muitas pessoas, nada mudou nestes primeiros 12 meses de mandato. «As pessoas esperavam obras e não entenderam que
este foi um ano de grande contenção. O tempo das vacas gordas acabou na Ponta do Sol e as pessoas precisam de entender isso», sustenta.
Mesmo assim, e apesar dos constrangimentos, Rui Marques lançou alguns regulamentos. Um dos mais importantes é aquele que apoia as pessoas mais carenciadas.
"O tempo das vacas gordas
acabou na Ponta do Sol e as
pessoas precisam de
entender isso.
A vereação social-democrata da Câmara da Ponta do Sol está ciente de que «o tempo das vacas gordas já lá vai». Sendo assim, Rui Marques está apostado em «fazer
uma melhor gestão dos dinheiros». Nas reuniões com os munícipes, o presidente está sempre sujeito a pedidos da população. E apesar de as «pessoas pedirem sempre um
pouco de tudo», o certo é que normalmente «pedem para que se arranje a vereda, ou que a alargue e pavimente, entre outras coisas do género». O apoio a famílias carenciadas é outro dos assuntos obrigatórios destas reuniões com os munícipes.
O que Rui Marques não suporta são as críticas sem fundamento e injustas. Por vezes,
faz um esforço por ignorá-las, mas não deixa de confessar que «fico um pouco magoado com isso», tanto mais porque «desde o primeiro dia entrei para a câmara com um espírito de missão e custa-me ver, por vezes, algumas críticas que são injustas...»
O debate de ideias coma oposição foi outra das situações que, no entender de Rui Marques, mudou na Ponta do Sol. A partir de agora, o presidente está apostado em fazer cumprir algumas das obras previstas para o concelho. Ciente de que «tive uma herança pesada », até porque «houve muita coisa que foi prometida antes de eu
vir para cá e que as pessoas reclamam », o jovem social-democrata quer «fazer os possíveis para cumprir aquilo que foi prometido à população». No entanto, também é
frontal ao ponto de dizer que «vai haver coisas que vão ter de esperar...» O próprio Rui Marques faz questão de explicar às pessoas o que vai ter de ficar adiado. Para já, é preciso que entendam que «os tempos não são fáceis e que não podemos fazer tudo da noite para o dia».

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CARICATO
Nem todos os seus munícipes estão familiarizados com o rosto do seu presidente da câmara. E foi justamente uma dessas situações que Rui Marques nos contou para o breve
apontamento das histórias engraçadas. Num dia em que o presidente estava no gabinete
da sua secretária, entrou uma munícipe a pedir para falar com o presidente. A senhora, sem saber, estava a falar com o próprio presidente, mas este não se descartou. Disse que o autarca não estava, mas que ele poderia recebê-la. Entraram
para o gabinete e passados alguns segundos a munícipe logo percebeu quem era o
homem que estava a atendê-la.
Situações que, de vez em quando, acontecem a Rui Marques.
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NEGATIVO
Aspectos negativos são todos aqueles em que Rui Marques tem de dizer que não aos pedidos dos munícipes. «Não é fácil...»
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O que eles têm em comum?
Um ano depois, e depois? Rui Marques, Humberto Vasconcelos e José Alberto Gonçalves já completaram um ano de mandato à frente das Câmaras Municipais da Ponta do Sol, São Vicente e Santa Cruz, respectivamente. O NOTÍCIAS quis saber como é que os novos autarcas programam o seu dia e o que mudou nas suas gestões camarárias. Humberto Vasconcelos diz que houve uma reviravolta interna, Rui Marques que há maior credibilidade e José Alberto Gonçalves que há mais diálogo. O NOTÍCIAS colocou os vereadores da oposição a avaliarem o trabalho dos autarcas e lançou-lhes um desafio: a distinguirem o melhor e o pior do trabalho dos autarcas. O NM desafiou os autarcas a contarem uma história engraçada que tenha acontecido neste primeiro ano de mandato e o desafio foi aceite. Saiba mais nesta edição do NOTÍCIAS...
Texto: Sónia Silva Franco
Foto: Miguel Nóbrega

UM ANO DEPOIS, E?Mais credibilidade!
Já chegou a trabalhar até às quatro da manhã completamente atolado em papelada para despachar. Como o trabalho está em primeiro lugar, não são raras as vezes que deixa de almoçar para se dedicar aos assuntos pendentes na Câmara Municipal da Ponta do Sol. Rui Marques fez há pouco tempo 30 anos e, com a garra normal da juventude, não gosta de deixar para dias seguintes o que pode fazer hoje. Continua a dizer que esta é uma autarquia com muitos problemas, manchada por uma reputação herdada. As dificuldades financeiras são grandes e Rui Marques tem consciência de que o dinheiro
não dá para tudo. E é justamente esse discurso que tenta fazer passar junto dos munícipes que todos os dias lhe pedem coisas. «Há uns que entendem e há outros que não...», lamenta.
Há um ano, Rui Marques já sabia que assumir a presidência da Câmara da Ponta do Sol não era, propriamente, um mar de rosas. À medida que o tempo foi passando, o jovem confirmou as suas suspeitas. A câmara necessitava de atenção redobrada da sua parte e é por isso que, de vez em quando, fica a trabalhar madrugada dentro.
Neste ano, o que mudou? Rui Marques fala da reestruturação interna e, principalmente, da «imagem da câmara, na qual tentámos darmais credibilidade».
No entanto, o autarca está ciente que, para muitas pessoas, nada mudou nestes primeiros 12 meses de mandato. «As pessoas esperavam obras e não entenderam que
este foi um ano de grande contenção. O tempo das vacas gordas acabou na Ponta do Sol e as pessoas precisam de entender isso», sustenta.
Mesmo assim, e apesar dos constrangimentos, Rui Marques lançou alguns regulamentos. Um dos mais importantes é aquele que apoia as pessoas mais carenciadas.
"O tempo das vacas gordas
acabou na Ponta do Sol e as
pessoas precisam de
entender isso.
A vereação social-democrata da Câmara da Ponta do Sol está ciente de que «o tempo das vacas gordas já lá vai». Sendo assim, Rui Marques está apostado em «fazer
uma melhor gestão dos dinheiros». Nas reuniões com os munícipes, o presidente está sempre sujeito a pedidos da população. E apesar de as «pessoas pedirem sempre um
pouco de tudo», o certo é que normalmente «pedem para que se arranje a vereda, ou que a alargue e pavimente, entre outras coisas do género». O apoio a famílias carenciadas é outro dos assuntos obrigatórios destas reuniões com os munícipes.
O que Rui Marques não suporta são as críticas sem fundamento e injustas. Por vezes,
faz um esforço por ignorá-las, mas não deixa de confessar que «fico um pouco magoado com isso», tanto mais porque «desde o primeiro dia entrei para a câmara com um espírito de missão e custa-me ver, por vezes, algumas críticas que são injustas...»
O debate de ideias coma oposição foi outra das situações que, no entender de Rui Marques, mudou na Ponta do Sol. A partir de agora, o presidente está apostado em fazer cumprir algumas das obras previstas para o concelho. Ciente de que «tive uma herança pesada », até porque «houve muita coisa que foi prometida antes de eu
vir para cá e que as pessoas reclamam », o jovem social-democrata quer «fazer os possíveis para cumprir aquilo que foi prometido à população». No entanto, também é
frontal ao ponto de dizer que «vai haver coisas que vão ter de esperar...» O próprio Rui Marques faz questão de explicar às pessoas o que vai ter de ficar adiado. Para já, é preciso que entendam que «os tempos não são fáceis e que não podemos fazer tudo da noite para o dia».

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CARICATO
Nem todos os seus munícipes estão familiarizados com o rosto do seu presidente da câmara. E foi justamente uma dessas situações que Rui Marques nos contou para o breve
apontamento das histórias engraçadas. Num dia em que o presidente estava no gabinete
da sua secretária, entrou uma munícipe a pedir para falar com o presidente. A senhora, sem saber, estava a falar com o próprio presidente, mas este não se descartou. Disse que o autarca não estava, mas que ele poderia recebê-la. Entraram
para o gabinete e passados alguns segundos a munícipe logo percebeu quem era o
homem que estava a atendê-la.
Situações que, de vez em quando, acontecem a Rui Marques.
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NEGATIVO
Aspectos negativos são todos aqueles em que Rui Marques tem de dizer que não aos pedidos dos munícipes. «Não é fácil...»
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Thursday, October 26, 2006
CTM Ponta do Sol repescado para a ETTU
in JM a 26-10-2006

Modalidades - Ténis-de-mesa — Clube madeirense integra 2.ª fase da competição europeia
CTM Ponta do Sol repescado para a ETTU
A União Europeia de Ténis-de-Mesa (ETTU) divulgou que a equipa madeirense do Clube de Ténis-de-Mesa da Ponta do Sol irá integrar o Grupo 8 da 2.ª fase da Taça ETTU, em seniores femininos, apesar de inicialmente este representante ter sido eliminado da referida competição europeia por ter acabado no 3.º lugar do Grupo 12 na 1.ª fase.
O sorteio da 2.ª fase foi desfavorável para todas as representações madeirenses, que terão de jogar as “poules” fora da Região, no mês de Novembro.
A repescagem do CTM Ponta do Sol deve-se à utilização indevida de uma atleta por parte do clube polaco Giks Mago Wanzl Scania Nadarzyn, precisamente na partida frente à madeirense. Nesse encontro a equipa polaca venceu por 3-2 ao CTM Ponta do Sol, valendo-lhe na altura a 2.ª posição do Grupo 12 e o consequente apuramento para a 2.ª fase. Perante este facto, a ETTU atribuiu vitória por 3-0 ao CTM Ponta do Sol nessa partida, o que lhe vale obviamente o 2.º lugar do Grupo 12 da 1.ª fase e a qualificação para a 2.ª fase da competição. O CTM Ponta do Sol torna-se, assim, o 5.º representante português na 2.ª fase da Taça ETTU no sector feminino esta época, depois de ADC Ponta do Pargo, CD Garachico, GD Estreito e CTM Mirandela já o terem conseguido anteriormente. Na 2.ª fase da prova, o CTM Ponta do Sol irá integrar o Grupo 8, a disputar em Vic (Catalunha, Espanha), juntamente com as formações de Fotoprix Vic TT (Espanha), Joué Lès Tours TT (França) e Bonnema Westa (Holanda). De lembrar que no sector masculino haverá quatro clubes portugueses na 2.ª fase da Taça ETTU — ADC Ponta do Pargo, CD São Roque, GD Estreito e CF Estrela da Amadora. Recorde-se que a 2.ª fase da Taça ETTU está agendada para os próximos dias 25 e 26 de Novembro, tanto no sector masculino como no feminino.
2.ª fase mais difícil com apenas o 1.º classificado a seguir em frente
A 2.ª fase é composta por oito grupos de quatro equipas cada, em que apenas o 1.º classificado de cada grupo será apurado para os oitavos-de-final da prova, a disputar já no sistema de eliminatórias e onde já estão oito cabeças-de-série.
Vasco Sousa

Modalidades - Ténis-de-mesa — Clube madeirense integra 2.ª fase da competição europeia
CTM Ponta do Sol repescado para a ETTU
A União Europeia de Ténis-de-Mesa (ETTU) divulgou que a equipa madeirense do Clube de Ténis-de-Mesa da Ponta do Sol irá integrar o Grupo 8 da 2.ª fase da Taça ETTU, em seniores femininos, apesar de inicialmente este representante ter sido eliminado da referida competição europeia por ter acabado no 3.º lugar do Grupo 12 na 1.ª fase.
O sorteio da 2.ª fase foi desfavorável para todas as representações madeirenses, que terão de jogar as “poules” fora da Região, no mês de Novembro.
A repescagem do CTM Ponta do Sol deve-se à utilização indevida de uma atleta por parte do clube polaco Giks Mago Wanzl Scania Nadarzyn, precisamente na partida frente à madeirense. Nesse encontro a equipa polaca venceu por 3-2 ao CTM Ponta do Sol, valendo-lhe na altura a 2.ª posição do Grupo 12 e o consequente apuramento para a 2.ª fase. Perante este facto, a ETTU atribuiu vitória por 3-0 ao CTM Ponta do Sol nessa partida, o que lhe vale obviamente o 2.º lugar do Grupo 12 da 1.ª fase e a qualificação para a 2.ª fase da competição. O CTM Ponta do Sol torna-se, assim, o 5.º representante português na 2.ª fase da Taça ETTU no sector feminino esta época, depois de ADC Ponta do Pargo, CD Garachico, GD Estreito e CTM Mirandela já o terem conseguido anteriormente. Na 2.ª fase da prova, o CTM Ponta do Sol irá integrar o Grupo 8, a disputar em Vic (Catalunha, Espanha), juntamente com as formações de Fotoprix Vic TT (Espanha), Joué Lès Tours TT (França) e Bonnema Westa (Holanda). De lembrar que no sector masculino haverá quatro clubes portugueses na 2.ª fase da Taça ETTU — ADC Ponta do Pargo, CD São Roque, GD Estreito e CF Estrela da Amadora. Recorde-se que a 2.ª fase da Taça ETTU está agendada para os próximos dias 25 e 26 de Novembro, tanto no sector masculino como no feminino.
2.ª fase mais difícil com apenas o 1.º classificado a seguir em frente
A 2.ª fase é composta por oito grupos de quatro equipas cada, em que apenas o 1.º classificado de cada grupo será apurado para os oitavos-de-final da prova, a disputar já no sistema de eliminatórias e onde já estão oito cabeças-de-série.
Vasco Sousa
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