Thursday, June 28, 2007

Porto Moniz leva um ano a pagar


Jornal da Madeira / Região / http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=14&id=70814&sdata=2007-06-28


Aos fornecedores

Porto Moniz leva um ano a pagar

Três concelhos da Madeira figuram na lista dos 25 municípios do país que mais se atrasam nos pagamentos aos seus fornecedores, de acordo com o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, relativo ao ano 2005.

Esta lista é liderada pelo município de Fornos de Algodres, no continente, que tem um tempo médio de pagamento de 643 dias.

Quanto às câmaras da Região Autónoma da Madeira, a que tem a maior derrapagem no pagamento é a do Porto Moniz, que ocupa a 8.ª posição neste “ranking” nacional, já que leva, em média, 403 dias para pagar aos seus fornecedores.

Depois do Porto Moniz, aparece a Câmara Municipal de Santa Cruz, entre as câmaras da Região, que com os seus 261 dias de atraso figura na 18.ª posição nacional.

Em 25.º lugar aparece o município de Machico. A autarquia machiquense demora em média, segundo os dados do Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2005, 236 dias para pagar aos fornecedores o serviço prestado.

É de referir que o município da Ribeira Brava é o único que não está presente neste relatório, por não ter enviado os dados necessários atempadamente, segundo escreve o jornal “Público”, na sua edição de ontem.

Importa salientar que o JM tentou durante o dia de ontem ter acesso ao relatório financeiro dos municípios portugueses, mas, apesar dos contactos para a Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas (CTOC), que é a entidade patrocinadora deste Anuário, este ano dirigido por João Carvalho Fernandes, Pedro Camões e Susana Jorge, não foi possível aceder ao documento, tendo os serviços justificado que os responsáveis da CTOC estavam na apresentação deste documento, que os jornais nacionais já publicaram nas suas edições de ontem.

As informações que recolhemos sobre os municípios da Região são, aliás, retiradas de vários jornais nacionais.

Quanto à situação global das câmaras no país, o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses mostra que mais de dois terços das autarquias não têm meios para liquidar dívidas a curta prazo e correm o risco de asfixia se o Estado cortar verbas.
AP

A culpa da ruptura é do Governo da República

O presidente da Câmara Municipal do Funchal reagiu ao resultados do Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2005, apresentados ontem em Lisboa.
Para Miguel Albuquerque, «as autarquias têm feito milagres» e se muitas estão à beira da ruptura financeira a «responsabilidade» é do Governo da República, disse o edil, defendendo a «justa repartição dos dinheiros públicos» no país.
«O Estado português é, neste momento, a nível de distribuição do dinheiro dos contribuintes, o Estado mais centralista da Europa», apesar das enumeras tarefas entregues aos municípios.
O edil diz que se houver uma comparação das percentagens de descentralização dos dinheiros que todos os contribuintes pagam ao nível do Estado Central, perceber-se-á que «é uma vergonha o que se passa neste país».
Por conseguinte, «quando se anda a brincar aos aeroportos, quando se anda a brincar aos TGVs, que vão custar milhões e milhões de contos, não me venham falar das contas das autarquias», afirmou o presidente da Câmara Municipal do Funchal.
Miguel Albuquerque remata o assunto, dizendo que «quem está, de facto, em absoluta ruptura financeira é o Estado Central, devido à irresponsabilidade de uma gestão centralizada, a todos os níveis, que tem levado, de facto, à hecatombe». Enquanto que «as autarquias, apesar de tudo, têm feito um grande esforço de contenção» e de «gestão rigorosa dos dinheiros públicos».
Quanto ao Funchal, o edil diz que o Anuário de 2005 «é altamente benéfico» para esta cidade.
AP/CCS

Funchal tinha em 2005 dívida de 87 milhões

A Câmara Municipal do Funchal tinha, no final de 2005, uma dívida de 86.786.860 euros, de acordo com o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2005.
No entanto, e de acordo com este relatório, ontem apresentado em Lisboa, o Funchal apresenta-se em 12.º lugar na tabela dos melhores municípios do país em termos de liquidez, ou seja, no índice que corresponde ao somatório dos créditos sobre terceiros e das disponibilidades subtraído das dívidas a terceiros. Neste caso, o Funchal aparece com uma liquidez positiva de 8,7 milhões de euros.
Apesar de ainda não ter lido o documento, Miguel Albuquerque considerava ontem o resultado do estudo «altamente benéfico» para o Funchal.
Neste índice sobre a liquidez, o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2005 coloca outro concelho da Região nos lugares cimeiros. É o de Santa Cruz, mas, ao contrário do Funchal, aparece pelos piores motivos. Isto é, Santa Cruz está em 15.º lugar na lista dos piores, em termos de cálculo de liquidez, apresentando um resultado negativo de 23,9 milhões de euros.
AP

Roberto Silva preocupado com as Câmaras

O presidente da Associação de Municípios da Região Autónoma da Madeira (AMRAM), Roberto Silva, diz estar preocupado com o «estado geral das autarquias de Portugal». Numa reacção aos resultados do anuário financeiro sobre as câmaras municipais, Roberto Silva afirmou, em declarações à RDP, que este documento «vem pôr a nu aquilo que nós já sabíamos e que era que a maior parte das câmaras municipais neste momento não tem meios financeiros que lhes permita liquidar as suas dívidas a curto prazo».
O pior é que a situação deverá agravar-se, se houver um corte de transferências do Estado como prevê a nova e «desenquadrada» Lei de Finanças Locais, diz o presidente da AMRAM. O que quer dizer que haverá «cortes no investimento», impossibilidade de entrada de novos funcionários e «não cumprimento» dos programas eleitorais.


JM

Apenas dois madeirenses concorreram ao prémio John dos Passos

Jornal da Madeira / Cultura / 2007-06-28


Já terminou o prazo de entrega das publicações para o galardão

Apenas dois madeirenses concorreram ao prémio John dos Passos


Terminou no passado dia 31 de Maio a entrega das obras concorrentes à 1ª edição do Prémio Literário John dos Passos, na Modalidade Literária – Prosa de Ficção.

Concorreram a esta iniciativa, realizada no âmbito do Município da Cultura – Ponta do Sol 2007, 19 publicações, sendo apenas duas das quais de autores madeirenses.

Constituindo o júri Miguel Oliveira, representante da DRAC, Margarida Falcão e Fernando Figueiredo, nomeados pela Câmara Municipal da Ponta do Sol, até ao final do mês de Agosto será anunciado o vencedor deste concurso literário.

O prémio será entregue no dia 8 de Setembro, no dia do Concelho da Ponta do Sol e tem um valor pecuniário de 2.500 euros. Este prémio tem como objectivos homenagear a memória do escritor homónimo e incentivar a produção e investigação histórico-literárias.

O galardão John Dos Passos premiará bienalmente, e de forma alternada, conforme decisão da Câmara Municipal da Ponta do Sol aquando da abertura de concurso, uma obra publicada em território nacional, e em língua portuguesa, na modalidade literária – prosa de ficção (romance ou antologia de contos) ou na modalidade ensaio – ensaio histórico ou ensaio literário.


Lucia Mendonça da Silva

Wednesday, June 27, 2007

Cecília Tem sido feito muito em prol do portador de deficiência

Jornal da Madeira / Região / 2007-06-26


Cecília Berta diz que embora ainda existe muito por fazer...

Tem sido feito muito em prol do portador de deficiência


A directora regional de Educação Especial, em representação do secretário regional de Educação, garantiu ontem que a igualdade de oportunidades na Região tem sido uma constante.

Cecília Berta falava na sessão de abertura do ciclo de conferências subordinado ao tema “O Direito à diversidade na igualdade de oportunidades”, a qual teve lugar no Centro Cultural John dos Passos e que se prolonga, noutras datas, pelos concelhos de Câmara de Lobos, Machico, São Vicente, Porto Santo e Funchal.

Aquela responsável assegurou que as entidades regionais têm feito tudo no sentido de facilitar o acesso ao cidadão portador de deficiência a todos os serviços e a tudo aquilo onde qualquer cidadão consegue chegar. A directora regional admitiu, contudo, que ainda há muito por fazer. O director regional da Cultura marcou também presença nesta sessão de abertura. Na oportunidade, João Henrique Silva elogiou esta iniciativa, tendo considerado que a mesma é uma boa oportunidade de lembrar aqueles que, pela sua diferença, são, muitas vezes, esquecidos. Aproveitou a ocasião para lembrar que é na Ponta do Sol que decorre o “Município da Cultura 2007”, uma proposta do Governo Regional para a área da cultura e que visa descentralizar os eventos fora do Funchal.

Depois da sessão de abertura, Maria José Camacho foi falar da “Família, escola e a criança com necessidades educativas especiais”, enquanto que um grupo de alunos da escola básica do Campanário abordou o tema “Não somos indiferentes à diferença”. Já depois do almoço, falou-se do “olhar o deficiente profundo adulto à luz da actualidade”, da “Formação e integração profissional de deficientes” e do “Síndrome de Down”.


Carla Ribeiro

Empresa de banana dentro de três meses




Jornal da Madeira / Região / 2007-06-25


Nova instituição fica com património das cooperativas


Empresa de banana dentro de três meses


O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais disse ontem que a nova empresa, com capitais maioritariamente públicos, que substituirá as cooperativas dos agricultores da Região, deverá entrar em funcionamento até ao final deste Verão.

No encerramento da VII Mostra Regional da Banana, que decorreu na freguesia da Madalena do Mar, Ponta do Sol, Manuel António Correia enumerou os três principais objectivos desta nova empresa: proporcionar melhores serviços, aumentar o rendimento dos agricultores e proceder aos pagamentos a estes atempadamente.

A nova empresa, que passará a fazer o apoio à produção e o comércio da banana, vai ficar com o património das duas cooperativas de agricultores existentes, sendo que em troca se compromete a pagar as dívidas actuais das cooperativas, mas apenas até ao valor equivalente ao património que entretanto está a ser avaliado.

«Na Madeira de hoje, com novas acessibilidades, novos equipamentos não tem sentido a proliferação de instituições», justificou Manuel António Correia, lembrando que a congregação numa única empresa é permitido pelos novos regulamentos comunitários.
Com esta alteração de regras, o governo espera que a médio prazo o rendimento dos agricultores aumente.

Manuel António Correia deixou ainda a garantia de que os trabalhadores que agora laboram nas cooperativas serão integrados nesta nova empresa, que será detida pelo Governo Regional.

Após estas declarações, o JM ouviu a reacção do presidente da Cooperativa Agrícola dos Produtores de Frutas da Madeira, tendo João Gonçalves dito estar de acordo com a decisão da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais.

João Gonçalves tem fé neste nosso sistema «para acabar com os mafiosos, os aldabrões, que as cooperativas têm tido».

Para João Gonçalves, «mafiosos» são os que estão a ser julgados, mas, em seu entender, não são os únicos. «Há mafiosos que não foram a tribunal e que fizeram altas e poderosas», declarou, sem contudo, revelar nomes.

Refira-se ainda que nesta Mostra Regional da Banana, Manuel António Correia falou novamente do envelope financeiro fixo de 8,1 milhões de euros vindos da União Europeia para os produtores. No final da cerimónia, foram entregues prémios aos melhores produtores.


Alberto Pita

Desfile na Ponta do Sol junta dupla de 'A Bela e o Mestre'




Desfile na Ponta do Sol junta dupla de 'A Bela e o Mestre'



Marina Rodrigues foi Miss Portugal e frequenta a Universidade. Já Carlos Lipari é estudante de Economia e finalista no Conservatório.


in DN a 26-06-2007

Está confirmada a presença da dupla de sucesso de 'A Bela e o Mestre', Marina e Lipari, num desfile de moda a realizar no próximo fim-de-semana na vila da Ponta do Sol.

'Moda Sol 2007' é o nome do certame, organizado em conjunto pelo Iate Clube da Ponta do Sol e pelo núcleo local da JSD/Madalena do Mar, tendo como patrocinador a loja de artigos desportivos 'Livre e Directo', sedeada na Ribeira Brava.

O evento de moda terá lugar no próximo sábado à noite, a partir das 20h30, na marginal ponta-solense, e tem como cabeças de cartaz a dupla recém-vencedora do programa da TVI, 'A Bela e o Mestre', a madeirense Marina Rodrigues, juntamente com o seu par do 'reality-show', o continental Carlos Lipari.

Pela primeira vez juntos na Madeira, um mês e meio após terem sido vencedores do programa televisivo, Marina e Lipari prometeram atrair a atenção dos presentes, sendo que a iniciativa não se cinge somente aos desfiles. A animação musical é também outra das vertentes do certame, que deverá prolongar-se até ao princípio da madrugada, com muitos motivos de interesse.

No que concerne ao desfile, deverá incidir em artigos de moda desportiva comercializados pela loja patrocinadora do evento, mas não só, uma vez que os trajes de banho e os respectivos acessórios de praia também prometem despertar as atenções na passerelle.

Motivos de sobra para marcar presença na 'baixa' ponta-solense no próximo sábado, logo ao cair da noite e até... sabe-se lá!

Orlando Drumond, Correspondente

Primeira iniciativa decorre sob o lema 'O direito à diversidade na igualdade de oportunidades'




Educação Especial promove conferências

Primeira iniciativa decorre sob o lema 'O direito à diversidade na igualdade de oportunidades'

As conferências têm lugar em diferentes concelhos da Região, sendo o primeiro deles a Ponta do Sol.


in DN a 25-06-2007


A Direcção Regional de Educação Especial e Reabilitação promove um conjunto de seis conferências integradas no âmbito do 'Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos'.

Sob o lema 'O direito à diversidade na igualdade de oportunidades' as conferências terão lugar em diferentes concelhos da Região.

A PRIMEIRA INICIATIVA

A primeira sessão decorre já hoje, a partir das 9h30, no auditório do Centro Cultural John dos Passos, na Ponta do Sol. A iniciativa conta com diversas intervenções, nomeadamente de Cecília Berta, directora regional, Maria José Camacho, directora de Serviços de Formação e Adaptações Tecnológicas, Anabela Gonçalves, directora técnica do Serviço Técnico Sócio-Educativo de Deficientes Profundos e Elma Barreiro, directora técnica do Serviço Técnico de Formação e Integração Profissional de Deficientes.

Participam também os alunos do 4º ano da Escola Básica do 1º Ciclo com Pré-Escolar do Campanário, premiados com o 1.º lugar a nível nacional na categoria 1 do Concurso 'Escola Alerta! 2006-2007' e um grupo de alunos do 12º ano da Escola Gonçalves Zarco que um estudo de caso sobre um jovem com síndrome de Down, que serviu de mote a um trabalho na área de projecto, e que testemunha o sentimento de jovens com sucesso educativo face à diferença.

A Divisão de Arte e Criatividade marca também presença no evento com a apresentação de um momento musical protagonizado por dois jovens portadores de necessidades especiais, o duo Carla e Marcelo.

As próximas sessões terão lugar a 10 de Julho (Auditório da Casa de Cultura, Câmara de Lobos), 3 de Outubro (Fórum Machico), 29 de Outubro (São Vicente), 6 de Novembro (Porto Santo) e 7 de Dezembro (Funchal).

Mais informações podem ser obtidas junto do secretariado do ciclo de conferências, sito a Rua dos Ilhéus, nº 1, ou através do telefone número 291 743142.

Outra das hipóteses é consultar o programa do evento pode ser consultado em www.madeira-edu.pt/dreer.

Ana Luísa Correia

PS quer saber futuro da produção de banana

Política

PS quer saber futuro da produção de banana

in DN a 25-06-2007

O Partido Socialista quer ouvir do Governo o que vai caber a cada produtor por cada quilo de banana.

José Manuel Coelho, vereador do PS na Câmara da Ponta do Sol, acredita que a negociação feita pelo Governo da República e que se saldou em mais 8,1 milhões de euros da União Europeia, irá dar um "novo fôlego" à produção de banana. Nesse sentido, afirma que é já tempo do Governo Regional se pronunciar sobre o valor que irá caber aos agricultores por cada quilo de banana produzido.

O autarca, que falava no âmbito de uma visita do grupo parlamentar do PS à Mostra de Banana, na Madalena do Mar, sublinhou que da Secretaria do Ambiente apenas se ouviu que se iria criar uma nova empresa para gerir o sector, mas aos "agricultores, nem uma palavra". Ninguém sabe também, refere José Manuel Coelho, o que será feito com as cooperativas, lembrando que estas são património dos respectivos associados.

Desafia, por isso, o secretário do Ambiente Manuel António Correia a revelar em quanto os produtores irão beneficiar do novo fundo comunitário.

Sílvia Ornelas