Wednesday, July 25, 2007

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Francisco Fernandes enaltece parcerias entre Governo e Banif



Jornal da Madeira / Economia / 2007-07-25

Na inauguração da agência do banco nos Canhas, onde houve que encontrar um padre alternativo para a bênção



Francisco Fernandes enaltece parcerias entre Governo e Banif

As parcerias entre o Governo e o Banif foram enaltecidas como um bom exemplo pelo secretário regional da Educação. Francisco Fernandes falava na inauguração da nova agência do Banif na freguesia dos Canhas, cujo concelho da Ponta do Sol, com três balcões, passa a ser o terceiro maior em termos de oferta da instituição na região autónoma. Pela parte do banco, Machado Andrade, administrador com responsabilidade pela área de negócios da Madeira, sublinharia a pujança do grupo, que mereceu já rasgados elogios suíços, e que provocaram, mesmo, uma forte valorização das acções.

O secretário regional da Educação enalteceu as parcerias que o governo da Madeira tem estababelecido com o Banif que, como sublinhou na inauguração da agência da instituição financeira nos Canhas, tem sido importante, sobretudo nesta conjuntura. Uma conjuntura, recorde-se, onde a Madeira tem encontrado contratempos na obtenção de apoios do Estado e de Bruxelas.

Mais referiu Francisco Fernandes que o Banif, além da componente comercial que tem, no fundo, a razão da sua existência, tem tido uma atenção especial com as causas sociais. Aos que passam a trabalhar na nova agência, o governante sensibilizou-os para que tenham um cuidado particular com a comunidade residente naquela área, que, atendendo à situação menos boa que o país atravessa, a atenção pessoal será cada vez mais importante.

No fundo, esta leitura seria expressa pelo padre Bernardino, da vila da Ponta do Sol, que substituiu o padre Paulo, que deveria dar a bênção do novo espaço comercial.

Assim, um pouco para além do tempo previsto, o pe. Bernardino centraria as palavras que antecederam a benção, precisamente na sensibilização para o bom atendimento, com pequenos gestos de bondade que fazem as pessoas sentirem-se vistas e reconhecidas. No fundo, expressou votos que assimilou nos Estados Unidos da América, onde viveu e reconhece haver esse cuidado.

Pela parte do Banif falou Machado Andrade, administrador da instituição, reponsável pela área de negócio da Madeira.

Acentuou a presença da instituição no concelho da Ponta do Sol, que, com a abertura da nova agência, passa a ser a terceira maior na região autónoma, onde o banco dispõe de 36 agências.

Fez referência igualmente ao crescimento do Banif pelo país e pelo mundo e o reconhecimento que uma reputada instituição suíça teve com o que disse ser uma pérola no Atlântico, referindo-se ao Banif e aos resultados brilhantes que apresenta. O suficiente para que as acções do banco madeirense valorizassem seis vezes.

Outro orador seria o presidente da câmara municipal da Ponta do Sol. Reconhecendo a presença do Banif no concelho, Rui Marques quis sublinhar o dinamismo económico que a freguesia dos Canhas tem conhecido, o que terá motivado o Banif a apostar numa terceira agência que, segundo Machado Andrade, veio permitir à instituição redefinir a oferta no concelho. Uma oferta que passou, segundo disse, pela manutenção da agora denominada agência do Livramento, a qual sublinhou manter-se devido à sensibilidade que houve em relação aos pedidos da população nesse sentido.


Paulo Alexandre Camacho

Tuesday, July 24, 2007

Banif abre hoje nova agência na freguesia dos Canhas




Banif abre hoje nova agência na freguesia dos Canhas

O espaço cumpre o objectivo de reforçar a proximidade com os clientes

in DN a 24-07-2007





Os clientes do Banif na freguesia dos Canhas têm, a partir de hoje, um novo espaço de atendimento. O Banco anuncia a abertura de um novo espaço na naquela localidade, que será a terceira agência no concelho da Ponta do Sol.

De acordo com uma nota ontem emitida pelo Banco Internacional do Funchal, a abertura desta nova agência vem complementar o serviço do actual espaço no sítio do Livramento, que se mantém aberto ao público.

A estratégia, explicada no âmbito da plano de crescimento em curso na instituição, passa por assegurar um efectivo crescimento orgânico alargando a rede de agências implantadas por todo o País.

Com os novos balcões, como o que abre hoje, o Banif pretende reforçar os laços de proximidade com os clientes, conforme tem sido sublinhado ao longo dos últimos meses, aquando de aberturas de outros espaços idênticos em território continental.

O comunicado do banco acrescenta a esta estratégia a garantia de um aumento da qualidade dos serviços a prestar aos clientes. Além de outras medidas, é a a partir de uma maior implantação geográfica que o Banco Internacional do Funchal conta assegurar uma ligação mais próximas aos clientes e assim responder com mais eficácia no atendimento aos mesmos.

O aumento do número de agências tem sido visível nos últimos tempos. No primeiro semestre deste ano, entre os meses de Abril e Maio, o banco anunciou a abertura de uma dezena de novos balcões por várias localidades continente, justificando o alargamento da rede com a necessidade de maior proximidade com os cidadãos. É esse plano que é seguido também em relação à agência que abre hoje nos Canhas.

Miguel Silva

Autarquias unem esforços nas áreas do lixo e águas

Jornal da Madeira / 1ª Página / 2007-07-24


S. Vicente, Porto Moniz e Ponta do Sol reagem à Lei de Finanças Locais

Autarquias unem esforços nas áreas do lixo e águas

Os presidentes das autarquias de São Vicente, Porto Moniz e Ponta do Sol, irão propor na próxima reunião da Associação de Municípios da Região Autónoma da Madeira (AMRAM), agendada para Setembro, uma "união de esforços" como forma para minimizar os efeitos do estrangulamento financeiro provocado pela Lei de Finanças Locais. A recolha de lixo e a gestão da água são áreas que podem levar as autarquias a promover políticas comuns ainda este ano, como forma de minimizar os efeitos do estrangulamento financeiro do Orçamento de Estado para as câmaras.

O objectivo dos autarcas dos municípios mais pequenos e as maiores dificuldades em arrecadar receitas próprias, passa pela realização de serviços comuns, como a recolha de resíduos sólidos, gestão de água, entre outras.

Os autarcas reagiram positivamente ao alerta deixado por Gabriel Farinha, no Dia do Concelho do Porto Moniz. O edil manifestou-se contra a medida imposta pelo Governo da República, de inscrever no Orçamento de Estado as mesmas verbas até 2009.
Desta forma, a autarquia verá as suas receitas diminuírem mais de 32,1 por cento, pelo que o autarca lançou o alerta para este facto colocar em risco a continuidade do município.

Sem defenderam a unificação concelhia, os autarcas defendem a conjugação de esforços em alguns sectores com vista a racionar os meios disponíveis.

Rui Marques, presidente da Câmara Municipal da Ponta do Sol, exemplifica com um dos serviços que mais oneram o orçamento das autarquias: "Ao invés de cada município fazer a sua recolha de lixo, vamos propor que, com os mesmos carros, possamos realizar esse serviço em vários municípios".

O primeiro contacto exploratório sobre esta situação ocorreu depois da cerimónia oficial do Dia do Concelho do Porto Moniz, na qual, ficou assente a necessidade de lavar o assunto à próxima reunião da AMRAM, a realizar em Setembro, ou seja, depois das férias de Verão.

Não obstante a Lei de Finanças Locais penalizar os concelhos mais pequenos, para São Vicente e Ponta do Sol, a sua aplicação não irá provocar uma redução significativa de verbas.

Para Humberto Vasconcelos só o facto de a nova lei, não prever aumentos nas transferências, até 2009, "isso já representa uma quebra no orçamento".

O presidente de São Vicente partilha das preocupações das autarquias congéneres e defende igualmente a aplicação de políticas comuns em algumas áreas da intervenção municipal, em áreas mais exigentes do ponto de vista da gestão.

"Julgo que podemos desenvolver políticas comuns nas águas, nos lixos e noutras áreas sensíveis que, em colaboração intermunicipal de meios, podemos racionar os seus custos", defendeu o presidente da Câmara Municipal de São Vicente.

A necessidade de adaptar o modelo de desenvolvimento económico regional face à realidade de redução de fundos comunitários e do Estado, aliás como defendeu o vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva, no Porto Moniz é vista como uma medida que terá de ser acompanhada pelos autarcas. “Todos queremos crescer e desenvolver os seus municípios para o bem estar dos cidadãos, mas de facto, desta forma, torna-se muito difícil cumprir com os objectivos traçados”, realçou Humberto Vasconcelos.


Transferências de competências sem acompanhamento orçamental

As transferências de competências para as autarquias nas áreas do ambiente e ordenamento do território, da acção social, da educação e da saúde, não tem merecido da parte do Governo da República o devido acompanhamento orçamental.

Mesmo considerando essa concretização essencial para o desenvolvimento do país e a resolução dos problemas das populações, a verdade é que os autarcas estão cada vez mais limitados financeiramente para a sua realização.

“Temos de gerir a situação dia- a-dia sem grandes planos, e com muita ginástica financeira”, apontou Rui Marques, presidente da Câmara Municipal da Ponta do Sol.


Miguel Fernandes

Paul ganha 3 milhões de árvores em 25 anos

Paul ganha 3 milhões de árvores em 25 anos

Investimento da IGA poupa 10% da água perdida nas ribeiras locais , com benefícios para a população e para a natureza

in Dn a 21-07-2007

Três milhões foi quanto o Paul ganhou em árvores durante os últimos 25 anos. A obra é do Governo 'laranja' que deu, ontem, mais um passo para manter a Serra Verde.

Denominado "Execução das Bacias de Infiltração do Paul da Serra", o investimento foi inaugurado por Jardim e executado pela IGA - Investimentos e Gestão da Água, S.A. Custou ao Governo Regional cerca de 376 mil euros. Foi comparticipado pela União Europeia e vai permitir, segundo o líder do Executivo madeirense, uma poupança de 10% do caudal de 3 ribeiras localizadas no Paul da Serra.

Quem ganha com este investimento é também a população da Ponta do Sol, da Calheta e da Ribeira Brava, já que a obra visa o aumento do volume de água infiltrada, reforçando assim a recarga natural dos lençóis freáticos do Paul e o abastecimento dos três concelhos.

Na prática, explicou o presidente da IGA, Pimenta de França, a execução realizada no Paul vai permitir um acréscimo do volume de água anualmente produzido pela galeria das Rabaças em 331 mil metros cúbicos. Tanto Pimenta de França como Jardim não esqueceram, ontem, os trabalhadores que executaram as bacias de infiltração, "no Inverno, à chuva e a temperaturas negativas".

Motivo de satisfação foi também, para o líder do Governo Regional da Madeira, a apreciação dos resultados 'in loco' da reflorestação do Paul. " Antigamente, em Julho, não se viam estas manchas verdes', regozijou-se Jardim.

Patrícia Gaspar

Obra permite aumento de captação de água

Jornal da Madeira / Região / 2007-07-21

Águas encaminhadas para a bacia de infiltração do Campo Grande

Obra permite aumento de captação de água

Jardim considerou ontem uma prova de «inteligência e inovação» a obra executada pela IGA no Paul da Serra, que vai permitir a captação de águas que se perdiam. Isso implica um acréscimo de volume de água anualmente produzido pela galeria das Rabaças em 331.000 metros cúbicos, o que corresponde a cerca de 10 por cento do caudal actualmente produzido por esta galeria. A obra foi comparticipada pela União Europeia e implicou um investimento do Governo Regional de cerca de 376 mil euros. Jardim considerou importante esta aposta na captação de águas, visto ser um bem cada vez mais precioso. O projecto melhora o abastecimento público de água às populações da Ponta do Sol e Ribeira Brava. A obra foi executada pela IGA, que reabilitou 936 metros de um canal de desvio de caudal da Ribeira do Lageado e construiu 827 metros de um canal de derivação do Loiral. Estas águas serão encaminhadas para a zona da bacia de infiltração do Campo Grande. Simultaneamente, está a proceder-se à reflorestação da zona. A propósito, Rocha da Silva, director regional das Florestas, disse que em 25 anos foram plantadas três milhões de árvores na Região.


Anete Marques Joaquim

Thursday, July 19, 2007

Noites de Verão na Ponta do Sol


Agenda

Noites de Verão na Ponta do Sol







Dando continuidade à iniciativa «Noites de Verão – Sons do Mundo» a Marginal da Ponta do Sol acolhe amanhã, dia 20, pelas 21h30,a actuação do Grupo Madeirense de Fados de Coimbra.

Já no sábado, dia 21, pelas 20h30, será feita a homenagem ao Músico pontasolense Moisés Alves Pita pela Banda Municipal da Ponta do Sol. Para além da abertura de uma exposição documental será realizado um concerto onde serão interpretadas peças de Moisés Pita pela Banda Municipal da Ponta do Sol.

De salientar que ambas as iniciativas estão integradas no programa Município da Cultura – Ponta do Sol 2007.

Constituído em Maio de 1999, o “Grupo Madeirense de Fados de Coimbra” resulta da evolução de dois outros grupos anteriores, nomeadamente “Amigos de Coimbra” e “Do Funchal até à Lapa”, fundados em 1982 e 1987, respectivamente.

Um grupo sem fins lucrativos que tem por objectivos manter e divulgar a canção coimbrã, proporcionando um são convívio e espírito académico, em particular, aos amantes do Fado de Coimbra.

Do historial do grupo contam-se várias serenatas junto à Sé Catedral a partir de 1999, bem como diversas actuações em vários concelhos da RAM. O grupo tem actualmente dois CD’s gravados (Mar Lágrima e Noites de Coimbra), contando com alguns temas originais.

Constituem este grupo os elementos Ilídio Fernandes, Pedro Martins, Agostinho Figueira, Marco Ribeiro, Luís Filipe Costa Neves, Jorge Marques de Freitas e Carlos Bettencourt.

Quanto ao homenageado, Moisés Alves Pita, este músico pontassolense nasceu a 19 de Fevereiro de 1922 e faleceu a 8 de Abril de 2002.

Aos doze anos teve de abandonar a escola primária, tendo, alguns anos mais tarde, prosseguido estudos até o equivalente ao 2.º grau. Apesar do irmão mais velho ser clarinetista na banda local, Moisés Pita não demonstrava, ao princípio, quaisquer aptidões para as actividades musicais. Por volta de 1937, Moisés Pita substitui o irmão na banda e passa para o seu primeiro instrumento, um saxofone soprano. Alguns meses depois passou para sax-alto, terminado a sua participação na banda em clarinete. Na década de 40 foi chamado, pelo Cura local, a integrar o Núcleo da Juventude Agrária Católica, com a incumbência de fundar um grupo instrumental de cordas. Aquela Tuna foi um dos maiores sucessos, não só no local mas em toda a Madeira. Foi a também a partir da década de 40 que Moisés Pita passou a compor músicas religiosas, principalmente para as chamadas romarias do Natal, tradição secular madeirense, de grande expressão na Ponta do Sol.

Em1949, resolve emigrar para o Brasil onde ali começa a traçar novos caminhos na música, acabando por integrar a Ordem dos Músicos do Brasil e realizar inúmeras peças musicais.


Lucia Mendonça da Silva