Monday, September 10, 2007

Mário Cabral com livros na forja

Nascido na ilha Terceira, Açores, Mário Cabral até pensou em deixar de escrever.


in DN a 08-09-2007

Mário Cabral com livros na forja




O autor da obra vencedora do Prémio John dos Passos revelou novos projectos



A vida é feita de surpresas. E para Mário Cabral, de 44 anos, vencer, com 'O Acidente', da primeira edição do Prémio Literário John dos Passos, criado pelo Município da Ponta da Sol, não passava pela cabeça do escritor, natural da ilha Terceira (Açores).

"A editora Campo das Letras é que concorreu e quando me telefonaram a dizer que o romance tinha conseguido o prémio foi uma surpresa total porque estava alheio ao concurso", admitiu.

"Fiquei contente por o prémio ser da Madeira", acrescentou, ontem, o autor de 'Histórias duma Terra Cristã' (crónicas, Horta, 1996), 'O Meu Livro de Receitas' (poesia, Pedra Formosa, 2000) e 'O Livro das Configurações' (romance, Campo das Letras, 2001), na sessão que decorreu no salão nobre da Câmara Municipal da Ponta do Sol, Município da Cultura.

Surpresas à parte, Mário Cabral confessou "ter lido John dos Passos" e reconheceu que "é um grande escritor do século XX com imensos reflexos em tudo quanto sejam autores desse período".

Já sobre 'O Acidente', romance vencedor do Prémio Literário John dos Passos, Cabral disse: "A ideia, no fundo, é simples, na medida em questiona se na vida as coisas acontecem por acaso, ou se tudo tem um sentido".

Na sessão, o autor fez saber "que está a escrever um romance em três volumes sobre a história da família".

"Não irá sair já, porque antes será editado outro romance", adiantou Mário Cabral, cujo gosto pela escrita começou aos 15 anos: "Pensei que não iria publicar nada porque não estava em Lisboa e não conhecia as pessoas certas, mas mesmo assim comecei por publicar poesia".

José Salvador

Friday, September 07, 2007

Cavaleiro errante



Cavaleiro errante

Rádio, televisão, imprensa e livros... já fez de tudo um pouco. Hoje é DJ e está na Madeira para animar uma festa. 'Ó Alvim', diz de tua justiça!

Quase todos os portugueses já lhe disseram "boa-noite", mas nós, cá no EXTRA, fomos mais longe e dissemos-lhe "bom-dia". E, hoje, também tu vais poder ver e ouvir Fernando Alvim e, quiçá, dizer-lhe "boa-noite, Alvim"... e se fores menina tens, provavelmente, mais hipóteses de que isso aconteça. Isto porque o conhecido apresentador da SIC Radical vai estar na Ponta do Sol, hoje à noite, para animar a tua noite na festa Sol_dance@Luar.

Em dois ou três, vá lá, quatro dedos de conversa, o actual apresentador da SIC Radical explicou ao EXTRA como será a prestação na festa. 'O dartacão', 'A abelha Maia' ou 'O Tom Sawyer' são músicas "mais atrevidas e menos convencionais" do que o habitual que, segundo o próprio, e nós acreditamos, o "distingue" e "marca" enquanto DJ.

Fernando Alvim é um promissor comunicador que, em 20 anos de currículo radiofónico e televisivo, sempre que diz alguma coisa, uma piada surge pelo meio. "O humor é a minha principal ferramenta e a que mais gosto de utilizar", disse o maroto Alvim.

No entanto, o também homem da rádio foi mais longe e fez uma revelação bombástica: "Não gosto de ter pressão para fazer humor, daí nunca ter entrado no meio do 'stand-up comedy'".

Seria impossível não falar sobre televisão. Era como entrevistar Diogo Dias, VJ da MTV Portugal, e não o questionar sobre as 'interessantes' escolhas do canal em termos musicais. Bem, voltando ao Alvim. O apresentador assumiu que os formatos televisivos de hoje, como novelas e programas ditos de entretenimento, não fazem o seu género.

Mas Alvim esticou a corda e afirmou: "Eu não me reconheço minimamente com esse tipo de programas", admitindo que gostava de liderar uma revolução para mudar os programas que hoje preenchem as televisões portuguesas, mas confessou, com muita pena: "Não estou muito ligado ao poder". Ora bolas, e nós a pensar já em meter uma cunha... bem, azar! Em todo o caso, se quiseres ver Alvim a pôr impressões digitais nos discos, aparece esta noite na praia da Ponta do Sol.


extra@dnoticias.pt

Cartas do leitor: Ponta do Sol

DIÁRIO: Cartas do leitor

Duarte Pires, Ponta do Sol


in DN a 07-09-2007


Não sei como começar a escrever sobre a hipocrisia dos hoteleiros "Baía do Sol" e "Quinta da Rochinha" porque este assunto cheira-me a esturro e do forte.

Primeiro vamos ao "hotel de baixo", que ameaça transferir os turistas devido ao barulho da música. O conselho que lhes dou é que aproveitem esta trasferência de hóspedes e levem também o último andar do vosso hotel, pois este estragou por completo a paisagem que tínhamos desde a avenida para o interior da vila. Até vocês aparecerem, mesmo sem relógio, sabia sempre as horas. Bastava olhar para a torre da igreja. Agora o que vejo é um mamarracho à minha frente...

Pensei que com o hotel na vila, a mesma teria mais movimento. Puro engano. Turistas são poucos e, quem sabe, o problema não está mesmo dentro do "grande hotel".

Em relação ao "hotel de cima", a memória é curta porque não há muitos anos (2 ou 3) fartaram-se de realizar festas junto ao vosso miradouro até altísssimas horas da madrugada sem nunca se preocuparem com o ruído. Eu mesmo liguei por várias vezes para a PSP alertando para o facto de às 04h00 já ser tempo de vos fazer calar o bico, mas a resposta dada era sempre que o "arraial dos lanchas" estava devidamente autorizado. Agora que são os outros a organizar um evento, vêm vocês, tipo Maria Madalena, exigir o que quer que seja. Que moral possuem? Há pessoas que não se enxergam e têm o hábito de olhar de cima para baixo todos os outros (leia-se do alto da Quinta da Rochinha para o fundo da vila da Ponta do Sol).

Mais um pequeno pormenor curioso: as vossas festas eram semiprivadas. As do Concelho da Ponta do Sol são para todos, sem excepção. Ninguém precisa de convite para entrar...

Escola renovada nos Canhas

Jornal da Madeira / Região / 2007-09-07




Conselho de Governo decidiu ainda avançar com construção de praça na Tabua

Escola renovada nos Canhas

O Conselho do Governo decidiu, ontem, adjudicar a obra de redimensionamento da Escola Básica do 1.º Ciclo do Carvalhal e Carreiras, na freguesia dos Canhas.

Esta iniciativa, que se insere no programa de requalificação do parque escolar que o Governo Regional vem prosseguindo, consiste na ampliação e beneficiação dos espaços interiores e exteriores do edifício escolar existente, tendo como finalidade permitir a sua utilização no regime de escola a tempo inteiro, englobando o 1.º ciclo e o ensino pré-escolar.

De acordo com Brazão de Castro, que ontem assumiu as funções de porta-voz do Conselho de Governo, a intervenção a efectuar compreende a construção de novas salas de aula e dos respectivos apoios gerais, passando a escola a funcionar com oito salas de aula para as diferentes áreas curriculares e dotada de um refeitório.

Inclui também a recuperação e beneficiação do polidesportivo exterior, com a aplicação de pavimento sintético e a construção de novos balneários de apoio ao mesmo.

O custo da obra agora adjudicada, segundo o secretário dos Recursos Humanos, ascende a cerca de 13 milhões de euros.

O Conselho do Governo resolveu, ainda, adjudicar a obra de construção da praça para convívio comunitário da Tabua, freguesia do concelho da Ribeira Brava.

Trata-se de uma intervenção de qualificação de um espaço urbano daquela freguesia, incluindo, para além da referida praça cenrtral, espaços para a Casa do Povo, a execução de um anfiteatro e de uma zona de parque infantil.

O custo da obra ascende a cerca de 1,3 milhões de euros.

Ao nível desportivo, o Governo Regional homologou o acordo que o Clube Desportivo da Ribeira Brava fez com o Executivo madeirense pela utilização das novas instalações do Centro Desportivo da Madeira, que hoje serão inauguradas naquele concelho.

Na prática, e conforme explicou Francisco Fernandes, secretário regional de Educação e Cultura, aquilo que ficou acordo foi o princípio de utilização. Quanto a valores a pagar pelo clube pela utilização do espaço, nada quis adiantar.

«Nada disso foi tratado, ainda. Foi acordado o princípio de que o Ribeira Brava poderá utilizar aquela instalação. Tudo o resto irá decorrer a partir de agora», confirmou aos jornalistas o governante, à saída da reunião do Conselho de Governo.


Celso Gomes

Beto e Pólo Norte animam Ponta do Sol

Agenda

Beto e Pólo Norte animam Ponta do Sol

Suplemento / Quinta-feira / 2007-09-06



Os Pólo Norte actuam no próximo sábado na Marginal da Ponta do Sol num concerto integrado nas Festas do Concelho que tiveram início no passado dia 1 de Setembro.
Antes da actuação do grupo, sobem ao palco os CAIM, grupo nacional que conta com dois elementos naturais da Ponta do Sol.

Nas noites de sexta e sábado haverá discoteca ao ar livre, com “Soldance@luar”(com o DJ Fernando Alvim (humorista do “Levanta-te e Ri”) e com as Vespas, respectivamente. No sábado de manhã, realizar-se-á a sessão solene do Dia do Concelho para além da entrega do prémio literário John dos Passos e lançamento do livro “Notas Históricas e outras Estórias da Ponta do Sol”.

Um dia antes, na sexta-feira, sobe ao palco desta festa, pelas 22h00, o cantor Beto, cantor de “Porto de Abrigo” e “Influências. O espectáculo de Beto sucede ao concurso “Caça Talentos” que se vai premiar concorrentes na área da Voz, do Instrumento e da Pintura.

Beto, que costuma cantar, em dueto, com Rita Guerra, tem interpretado temas de bandas sonoras de telenovelas portuguesas.

De referir que o programa das Festas do Concelho da Ponta do Sol inclui vários eventos desportivos tais como torneios de badminton, futebol infantil, madeiraball, futsal e ainda rally papper e um Festival de Bandas (dia 9), entre outras iniciativas.


Odília Gouveia

Ponta do Sol convida à festa



Música


Ponta do Sol convida à festa


Pólo Norte, Caim e Beto são os artistas/grupos com presença garantida este fim-de-semana nas 'Festas do Concelho'.

in DN, "Fim-de-Semana", a 06-09-2007


Nem todos os caminhos vão dar à Ponta do Sol, mas este fim-de-semana muitos vão marcar a pequena vila no seu roteiro. É que o concelho está em Festa e apresenta, na sexta e no sábado, motivos que justificam uma deslocação, como os concertos dos Caim, Pólo Norte e ainda o Festival 'Caça Talentos', com a participação do cantor Beto.

'Deixa o Mundo Girar', tema que dá o nome ao álbum, é quase obrigatório na actuação da banda lisboeta. Além deste, deverão ser interpretados outros, como 'A Dança' e 'Pele', juntamente com os clássicos que ao longo do tempo levaram o grupo aos tops nacionais, nomeadamente 'Aprender a ser Feliz' e 'Longe'.

'Um Homem Caiu', 'Um Caso Raro', 'Não Tenho Medo do Escuro', 'Faz de Conta', 'Forçar a Corrente', 'Espaço' e 'Quando a Cidade Adormece' complementam o mais recente álbum da banda, gravado em 2005, e sob o qual o concerto de sábado deverá incidir. A noite começa com os Caim, um projecto composto por músicos madeirenses e lisboetas, cuja face mais visível é o tema da telenovela 'Morangos com Açúcar', 'Beg a Dime'.

O grupo de música alternativa criado em 2001 e vencedor do 'Antena3 Rock' é composto por Duarte Arribança (voz), Bruno Lobo (guitarra), Pedro Fonseca (guitarra), Luís Rosa (baixo) e Nélio Freitas (bateria). Tocam a partir das 21 horas. Depois dos concertos, a noite é complementada com discoteca Vespas ao ar livre.

Amanhã também há motivos para passar pela sede de concelho. O festival 'Caça Talento' apresenta propostas nas áreas da pintura/desenho, instrumentos e voz, nomeadamente seis na primeira categoria, cinco na segunda e oito na terceira.

Os concorrentes na área da pintura e desenho vão realizar os trabalhos ao vivo, enquanto decorre a actuação dos colegas. Nos 45 a 50 minutos que o júri escolhe o vencedor, Beto vai interpretar alguns dos temas mais conhecidos da sua carreira.

A partir da meia-noite, há discoteca ao ar livre na praia, intitulada 'Soldance@Luar'.

A festa continua até domingo, com a realização do 'Festival de Bandas', pelas 20h30, a fechar o cartaz.

Paula Henriques

Wednesday, September 05, 2007

«Não cedo um milímetro» no programa de festas





Presidente da Câmara da Ponta do Sol garante ter avisado em Julho a directora do Baía Sol



«Não cedo um milímetro» no programa de festas


Jornal da Madeira / Região / 2007-09-05



A discoteca ao ar livre no próximo fim-de-semana na Ponta do Sol está a gerar polémica. Os hoteleiros do centro da vila não gostam da ideia de ter música sábado e domingo até de madrugada e o hotel “Baía Sol” já admitiu mesmo transferir os seus clientes para outras unidades do grupo. O presidente da Câmara disse que a directora desse hotel foi avisada atempadamente do programa e garante, por isso, não «ceder um milímetro».

O presidente da Câmara Municipal da Ponta do Sol garante que as festas programadas para a marginal e praia da Ponta do Sol, no âmbito das comemorações do 506.º aniversário do concelho, vão realizar-se, apesar da contestação dos hoteleiros.

Os hoteleiros do centro da vila criticam a realização de uma discoteca ao ar livre no próximo fim-de-semana, por a música ser tocada até de madrugada, impedindo os hospedes de descansar. Segundo o DN-Funchal, o hotel da marginal Baía Sol irá até transferir os seus hospedes para outras unidades do grupo espalhadas pela ilha.
O presidente da Câmara diz que as críticas «não têm razão de ser» e adianta que a directora daquele hotel foi avisada em Julho passado sobre o programa de festas e, na altura, não se opôs.

«Eu próprio falei com a directora do hotel, em Julho, e ela disse-me que era uma questão de alertar as agências» para que estas avisassem previamente os clientes, disse o autarca, confessando ter ficado «descansado» com a resposta dada, mas lamentando agora não ter tido «a preocupação de pôr isso por escrito».
«Talvez isso tenha sido o meu erro», admitiu ontem o edil.

Apesar de no ano passado nem todas as pessoas terem apreciado a discoteca dentro do túnel, pois o som também chegava cá fora, a verdade é que a polémica não assumiu estes contornos. A diferença este ano é que a discoteca será na marginal e na praia, mesmo em frente ao Baía Sol, terminado já bem de madrugada.

Para o autarca, dentro ou fora do túnel «o barulho é praticamente o mesmo». Ainda assim, a Câmara deu indicações para que as colunas de som fossem viradas para o mar, por forma a «reduzir o impacto» sonoro.

Defendendo este programa de festas, Rui Marques apresenta outros argumentos: «a Ponta do Sol precisa de alguma animação», pois actualmente o centro da vila transformou-se num «deserto» a precisar de «alguma vida». Para mais, acrescenta, esta é a única altura do ano em que há «festa rija».

O presidente de câmara diz acreditar que os munícipes «entendem» estes argumentos e, em sua perspectiva, «as unidades hoteleiras deveriam ter isso em atenção».

Em proporções mais reduzidas, o edil recorda as «noites de Verão» que ocorreram este ano como uma iniciativa que dinamizou aquele centro. «O hotel ganha com isso, toda a gente ganha com isso».


Saída de clientes «não me diz respeito»

O presidente da Câmara da Ponta do Sol recusa aceitar a responsabilidade da eventual saída de clientes do “Baía Sol” para outras unidades do grupo.
«Isso é uma coisa que não me diz respeito», afirma o edil, lembrando que avisou previamente o hotel. E se este não avisou os clientes então Rui Marques entende que foram os responsáveis desse hotel quem não fez o “trabalho de casa”.
«Não sou eu que tenho de ir alertar as agências para esse pormenor. Eu falei com a directora; a directora que alertasse as agências para esse facto», afirma.
Por tudo isto, o autarca garante que as festas vão realizar-se nos termos em que foram programadas. «E vou continuar firme na minha posição. Não vou ceder um milímetro», promete.


Alberto Pita